RepórterMT/Karine Arruda

Abilio aprova áudio de Medeiros e diz que críticas sempre foram referentes à conduta de ministros
ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), saiu em defesa do deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (mesmo partido) após vazamento de um áudio enviado ao prefeito de Diamantino, Chico Mendes (União Brasil), que é irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, em que Medeiros diz que não ataca a Corte. Para Abilio, a separação feita por Medeiros entre o respeito à instituição e a cobrança de responsabilidade sobre atos individuais está correta. (Veja o vídeo no final da matéria).
Em entrevista à imprensa nessa segunda-feira (21) no Palácio Alencastro, Abilio afirmou que o STF é um dos pilares fundamentais da democracia brasileira e não deve ser deslegitimado em sua totalidade, mas ponderou que a postura de alguns ministros, de fato, tem prejudicado a imagem do Judiciário perante a opinião pública.
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"O STF é uma entidade necessária, é uma instituição séria e necessária. O que nós estamos passando hoje com o STF é um momento de lamentação por atuação individual de alguns ministros. Infelizmente alguns ministros, através da sua conduta inadequada, têm trazido prejuízo à imagem da instituição. Então a fala dele que eu pude observar é: 'Não vou atacar o STF'. Está certo, não temos que atacar o STF. Muitas das vezes foi desviada essa acusação. Como se estivesse atacando o Alexandre de Moraes, estivesse atacando o STF. E o áudio do Medeiros deixa muito claro isso. Ele deixa claro o seguinte: nós não estamos atacando a instituição do STF, e nem iremos fazer isso. O nosso foco é: o ministro Alexandre de Moraes que tem condutas inapropriadas para ser ministro do STF. Assim como o ministro Flávio Dino também tem adotado medidas que são inapropriadas para o papel de ministro do STF", disse o prefeito.
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O áudio
O episódio ganhou repercussão após a circulação de uma mensagem de áudio enviada pelo parlamentar ao prefeito. Na gravação, Medeiros comentava estratégias de campanha e ponderava sobre a separação entre o respeito institucional e a fiscalização dos ministros.
“Uma coisa que eu tenho feito: por exemplo, eu não ataco o STF, viu, Chico. Meu marketing aqui tinha feito um negócio, eu falei: olha, quero que corte tudo. Eu não leio um texto para gravação que tenha qualquer coisa mencionando o STF. Se vocês pedirem para eu esculhambar com Alexandre de Moraes, pode me ligar até no meio da noite, que eu faço isso. Mas não me peça para falar de outros ministros e tal. Só para dizer que nunca mencionei o nome do ministro Gilmar. Já fui até criticado por isso e falei: não me peçam para fazer isso”.
Medeiros confirma veracidade do áudio
Após repercussão, o deputado federal e candidato ao Senado justificou seu posicionamento ao
. Ele rebateu interpretações de que haveria contradição em sua postura e enfatizou que suas críticas sempre foram direcionadas a condutas individuais de magistrados, e nunca à Suprema Corte enquanto instituição.
"O contexto é que a instituição não comete crimes, pessoas cometem crimes. Já entrei com impeachment de Flávio Dino, Alexandre [de Moraes], [Luís Roberto] Barroso, Edson Fachin... As críticas sempre faço a pessoas, não à instituição", frisou ao portal.
Medeiros também negou que sua fala denote qualquer incoerência em sua trajetória político-ideológica, pontuando que a separação entre o respeito institucional e a conduta de ministros deveria ser compreendida. "Não acho contraditório condenar condutas de ministros criminosos e respeitar a instituição STF. Achei que isso fosse óbvio, mas para candidatos com a bússola moral avariada, vale tentar achar crime onde não tem", alfinetou.
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A repercussão do caso decorre principalmente do perfil ideológico de José Medeiros, conhecido por ser um dos principais bolsonaristas em Mato Grosso e a aposta direta do senador Flávio Bolsonaro (PL) para a disputa ao Senado no estado, o que gerou estranheza entre eleitores e aliados devido ao histórico de discursos públicos extremamente ácidos, severos e frequentes contra o Supremo Tribunal Federal e seus magistrados.
Veja o vídeo:















