VANESSA MORENO
GUSTAVO CASTRO
DO REPÓRTERMT
A Polícia Civil cumpriu, na manhã de hoje (26), o afastamento das funções públicas do vereador Rauflis Oliveira Mello (PSD) e do servidor público Alessandro dos Santos Oliveira, ambos de Pontal do Araguaia (a 512 km de Cuiabá), em Mato Grosso. Eles são alvos da Operação Cenário Montado, que desarticulou um esquema de fraudes em licitações públicas nas prefeituras de Pontal do Araguaia e de Barra do Garças, causando um prejuízo de R$ 4.208.302,96 aos cofres públicos.
De acordo com a Polícia Civil, Rauflis, que é ex-secretário de duas pastas municipais, e Alessandro, servidor da área de licitações, exerciam papéis determinantes na operacionalização do esquema. As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal de Barra do Garças.
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As investigações, conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, revelaram a atuação de uma associação criminosa estruturada para o desvio de recursos públicos por meio de fraudes em licitações.
No último dia 16, a Polícia Civil já havia deflagrado uma fase da Operação Cenário Montado para cumprir mandados de prisão contra sete investigados no esquema. Foram presos Adenir Pinto da Silva, Paulo Henrique de Freitas Pinto, Lucimar Teixeira da Silva, Tayara Félix Alves Cardoso, Rodrigo Mendes Moreira, Luciana Costa da Silva e Elcio Mendes da Silva.
Conforme as investigações, o esquema funcionava por meio do direcionamento de processos licitatórios, uso de empresas de fachada, simulação de concorrência e execução contratual fictícia. As empresas ligadas ao grupo participavam dos certames com propostas previamente combinadas, inflavam preços e, após vencerem as licitações, subcontratavam integralmente os serviços ou sequer executavam os contratos, garantindo o recebimento de recursos públicos com apoio de servidores municipais.
As análises técnicas realizadas pela Polícia Civil demonstraram superfaturamento de até 372,09% em diversos itens licitados, como palcos, sistemas de iluminação, geradores, telões de LED e estruturas para eventos.
Mesmo após as operações policiais, o grupo continuou atuando por meio da criação de novas empresas de fachada em nome de familiares, com o objetivo de burlar suspensões judiciais anteriores, fato que motivou o afastamento do vereador Rauflis e do servidor Alessandro das funções públicas.
Eles também estão proibidos de manter contato com outros investigados e de acessar prédios públicos da administração municipal, sistemas internos de gestão e processos administrativos.















