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07 de Junho de 2017, 10h:40 - A | A

POLÍCIA / AMEAÇA AO GOVERNADOR

Stringueta afirma que recebeu denúncia e sugere quebra do sigilo de seu telefone

O delegado argumentou sobre o pedido de explicações da juíza Selma Rosane sobre a quebra do sigilo telefônico de duas ex-servidoras do Estado, que eram apontadas como suspeitas.

RepórterMT/Reprodução.

O delegado Flávio Stringueta era  o responsável pela operação Querubim que

O delegado Flávio Stringueta era o responsável pela operação Querubim que "grampeou" duas ex-servidoras para apurar ameaça ao governador.

LUIS VINICIUS
DA REDAÇÃO



Responsável por investigar a conduta de policiais em suposto esquema de escutas ilegais, o delegado Flávio Henrique Stringueta, afirmou que possui em seu telefone funcional, a ligação da pessoa que denunciou um suposto plano para “prejudicar” o governador Pedro Taques (PSDB). Para comprovar o fato, o delegado sugeriu que fosse feita a quebra do sigilo de sua linha telefônica para comprovar que recebeu a denúncia da suposta trama, que foi investigada durante a "Operação Querubim", deflagrada em 2015, na qual houve a interceptação da ex-funcionária da Casa Civil, Tatiana Sangalli.

“O que eu tenho a dizer sobre os nomes dessa duas servidoras é que eu recebi esses fatos de uma conversa com a Sesp e também uma pessoa que tinha conhecimento desses fatos. Essa pessoa me ligou, inclusive tenho essa ligação no meu telefone funcional", afirmou o delegado.

As declarações de Stringueta, ocorreram em entrevista ao programa de rádio, Jornal da Capital, no qual ele comentou o pedido de esclarecimento da juíza Selma Rosane Arruda, da Sétima Vara Criminal, quanto à interceptação de Sangalli e outra ex-servidora da Casa Civil, Caroline Mariano, durante a Operação Querubim, sendo que as mesmas também foram alvos de escutas consideradas ilegais na Operação Forti.

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Stringueta disse que após receber a denúncia, informou o secretário de Segurança Pública da época, Fábio Galindo e a então secretária-adjunta de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública, a também delegada Alessandra Saturnino de Souza Cozzolino. O delegado explicou, que além dessa ligação teria recebido a informação do suposto plano para “prejudicar” o governador por meio da Secretaria de Segurança, que apontava envolvimento da ex-servidora "grampeada".

O delegado disse que recebeu a informação da Sesp e da denunciante, que duas pessoas estariam arquitetando um plano contra o governador. Na época foi deflagrada a Operação Querubim, que posteriormente solicitou a quebra do sigilo telefônico das suspeitas Tatiana Sangalli e a também ex-servidora Caroline Mariano.

“O que eu tenho a dizer sobre os nomes dessa duas servidoras é que eu recebi esses fatos de uma conversa com a Sesp e também uma pessoa que tinha conhecimento desses fatos. Essa pessoa me ligou, inclusive tenho essa ligação no meu telefone funcional, que pode ser averiguado. Essa pessoa me ligou e passou os dados que possui no início do inquérito da Operação Querubim. Como as servidoras (Tatiana Sangalli e Caroline Mariano), foram inseridas na Operação Forti é a doutora Alana Cardoso que pode investigar explicar”, explicou em entrevista concedida à Rádio Capital na segunda-feira (5).

No entanto, Stringueta afirmou que 45 dias após receber a denúncia, concluiu o inquérito, pois não encontrou nenhum risco ao governador. 

Stringueta concluiu dizendo que tem o maior respeito pela juíza Selma Arruda e acredita que ela possa ter sido “mal influenciada” no ofício que pediu esclarecimentos à Polícia Civil sobre o suposto caso de “Barriga de Aluguel” na "Operação Querubim”.

"Eu não vejo nenhum problema na nossa relação. Tenho também o maior respeito por ela. Quando estive a frente da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e ela na Sétima Vara, sempre tivemos bons contatos. Sempre foi muito séria, muito correta. Acho que ela pode ter sido mal influenciada por algumas informações desencontradas".

 

Equipe de confiança

 

Na semana passada, Stringueta afirmou ao  que as investigações sobre a participação de policiais militares e civis no esquema de interceptações telefônicas ilegais, que teria como alvos, advogados, políticos, jornalistas e agentes públicos, será comandada por ele com o reforço de outro delegado, quatro investigadores e um escrivão, escolhidos pelo critério de confiança, diante do sigilo e cautela que o caso exige.

 

“Todos os policiais foram indicação minha, pois têm que ser da minha confiança. Esses policiais foram os que eu considerei que seriam mais preparados para atuarem nos trabalhos de investigação”, explicou Stringueta.

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