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Cuiabá, 08 de Junho de 2026
08 de Junho de 2026

26 de Setembro de 2020, 08h:37 - A | A

POLÍCIA / DINHEIRO NA MOCHILA

Secretário-adjunto preso com R$ 20 mil paga R$ 31 mil para ser solto

Wanderson foi preso pelo Gaeco na noite de quinta-feira e conseguiu a liberdade na noite de sexta

RAFAEL MACHADO
DA REDAÇÃO



Ex-secretário-adjunto da Casa Civil, Wanderson de Jesus Nogueira, conseguiu a liberdade um dia após ser preso em flagrante pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Ele foi exonerado pelo governador Mauro Mendes logo após a prisão. Será monitorado com tornozeleira eletrônica.

O juiz Jurandir Florêncio de Castilho Júnior, do Núcleo de Audiência de Custódia de Cuiabá, concedeu liberdade provisória a Wanderson e aplicou medidas cautelares como pagamento de fiança de 30 salários mínimos (R$ 31 mil), proibição de acesso a órgãos públicos do Estado e monitoramento eletrônico.

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O Ministério Público defendeu pela conversão da prisão em flagrante por preventiva. A defesa do agora ex-secretário-adjunto pediu pela liberdade provisória, entre os argumentos levantados é que Wanderson pertence ao grupo de risco da covid-19.

O juiz destacou que embora existam provas de materialidade e indício das acusações contra o acusado nos elementos informativos nos autos, não verificou a necessidade da manutenção da prisão.

Ele pontuou que o ex-secretário-adjunto não tem antecedentes e que tem residência fixa em Cuiabá.

"[...] Em que pesem os elementos indiciários até então apresentados pela autoridade policial, dos quais é possível extrair a gravidade da situação, nada há que justifique a custódia do flagrado com relação à conveniência da instrução criminal, pois, embora exista a preocupação de que, solto, o flagrado possa vir a alterar ou destruir documentos", diz trecho da decisão.

"Entendo que a aplicação de medida cautelar que o impeça de ter acesso ao local onde ele exercia suas funções, assim como aos órgãos do Poder Executivo, ilidirá que ele venha a prejudicar as investigações, tratando-se de medida de maior razoabilidade e proporcionalidade, sobremodo porque o autuado já foi exonerado do cargo que exercia junto ao Governo do Estado, medida esta que poderá ser fiscalizada mediante monitoramento eletrônico, sendo, portanto, desnecessária a custódia do flagranteado para esta finalidade", continuou.

Atualizada às 9h46

 

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Marcos da Silva 26/09/2020

Ex-secretário-adjunto da Casa Civil, Wanderson de Jesus Nogueira, conseguiu a liberdade um dia após ser preso em flagrante pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Ele foi exonerado pelo governador Mauro Mendes logo após a prisão. Corre nos corredores do Governo que o Secretário-adjunto preso com R$ 20 mil, que será monitorado com tornozeleira eletrônica, não está sozinho nesta mochila.

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