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20 de Dezembro de 2024, 15h:13 - A | A

POLÍCIA / ESQUEMA NO TJ

PF pediu prisão de desembargador de MT acusado de vender sentenças; ministro do STF negou

Desembargador está há quatro meses afastado do cargo.

Divulgação

PF pediu prisão de desembargador, mas ministro Zanin negou.

PF pediu prisão de desembargador, mas ministro Zanin negou.

DO REPÓRTERMT



O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da Polícia Federal para prender o desembargador João Ferreira Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), na nova fase da Operação Sisamnes, deflagrada nesta sexta-feira (20).

De acordo com a assessoria de imprensa do STF, o ministro seguiu o parecer da Porcuradoria-Geral da República (PGR), que recomendou negar o pedido de prisão preventiva por entender que as medidas cautelares impostas são suficientes para assegurar a aplicação da lei penal e evitar novas práticas delitivas.

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Por outro lado, o ministro ampliou as restrições ao magistrado e determinou o bloqueio de R$ 1,8 milhões da família dele.

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João Ferreira Filho é apontado como integrante de um esquema de venda de sentenças no Judiciário de Mato Grosso e permanece afastado do cargo desde 1º de agosto deste ano, por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em novembro, João Ferreira Filho e Sebastião de Moraes Filho, que também está afastado do desembargo, foram alvo de ordens de busca e apreensão em suas residências. O processo corre em segredo de Justiça.

Conforme as informações divulgadas, foram identificados indícios de que os dois desembargadores mantinham uma amizade íntima com o advogado Roberto Zampieri e que receberiam dele vantagens financeiras indevidas e presentes de elevado valor para julgar recursos que atendessem aos interesses dele.

O corregedor nacional apontou também que “em paralelo com a incomum proximidade entre os magistrados e o falecido Roberto Zampieri”, os autos sugerem “efetivamente, a existência de um esquema organizado de venda de decisões judiciais, seja em processos formalmente patrocinados por Zampieri, seja em processos em que o referido causídico não atuou com instrumento constituído, mas apenas como uma espécie de lobista no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso”.

A decisão se fundamenta nas conversas obtidas a partir do telefone celular do advogado Roberto Zampieri, que foram remetidas ao CNJ. Trechos vazados pela imprensa mostraram inclusive que o advogado teria enviado uma foto de barras de ouro para o desembargador Sebastião de Moraes Filho.

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Roberto Robson Silva antunes 21/12/2024

Que vergonha para o nosso estado...

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1 comentários