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21 de Dezembro de 2014, 11h:40 - A | A

POLÍCIA / MORTE NO VIADUTO

MPE aguarda laudo técnico para denunciar motorista; Politec vai concluir em 2015

Diante da falta do documento, a juíza Marcemila Reis, da 5ª Vara Criminal de Cuiabá deferiu o pedido de soltura, feito pela defesa. Com isso, Joaci foi solto, na quinta-feira (18), mas foi internado na clinica de reabilitação de dependentes químicos ‘Lar

JOÃO RIBEIRO
DA REDAÇÃO



Na decisão de revogação da prisão preventiva de Joaci Rabello Júnior, de 29 anos, a promotora de Justiça, Márcia Borges Silva Campos Furlan, destacou que precisa do laudo pericial do local da tragédia no viaduto da MT – 040, na Avenida Fernando Côrrea da Costa, em Cuiabá, para que o Ministério Público Estadual (MPE), possa oferecer denúncia contra o acusado.

Na colisão, que teria sido provocada por um racha, morreram Diego Kischel, motorista do Corolla, o condutor do Fiat Punto, Luciane Siqueira Campos, o passageiro James Paes de Barros. O último a morrer foi o cabo da Polícia Militar, Elson Demétrio, que passou 17 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto Socorro Municipal. Já o motociclista, João Paulo da Silva, de 22 anos, que foi atropelado pelo Corolla e o Punto, segue internado na enfermaria da unidade de saúde, aguardando uma cirurgia no quadril. Apenas Mikael Lacerda, que estava na garupa da moto,  continua internado na UTI do hospital público.

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Apesar da urgência em consluir o caso, o laudo só deve sair em janeiro de 2015, segundo a Políca Civil. “É necessário que se faça um laudo minucioso do local do acidente, que ainda não foi realizado e não consta do inquérito policial”, disse a promotora em um trecho da decisão.

Diante da falta do documento, a juíza Marcemila Reis, da 5ª Vara Criminal de Cuiabá deferiu o pedido de soltura, feito pela defesa. Joaci deixou a cadeia na quinta-feira (18), mas foi internado na clínica de reabilitação de dependentes químicos ‘Lar Cristão’. Ele estava preso desde o dia 26 de novembro na Penitenciária Central do Estado (antigo Pascoal Ramos). 

INVESTIGAÇÕES LENTAS

Em entrevista ao RepórterMT, o delegado Cristian Cabral, da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Delatran) informou que as investigações do caso seguem a ‘passos lentos’, já que ainda não foi possível ouvir soldado Andrade, da Polícia Militar. O policial estava dirigindo a viatura no momento das colisões. Cristian destacou que ele já foi solicitado a depor duas vezes, porém não se apresentou.

Ainda conforme o delegado, existe a possibilidade de que Jaoci estava dirigindo na ‘mão’ certa da pista. No entanto, o carro ficou parado na contramão, por conta do impacto da colisão com a mureta de concreto. A hipótese só será confirmada com a conclusão do laudo da Politec. “Minutos antes da tragédia o Ciosp recebeu a informação que um VW Gol estaria trafegando de forma perigosa na pista, na ‘mão certa”, explicou.

DRAMA

RepórterMT conseguiu falar com exclusividade com o mototaxista João Paulo da Silva, de 22 anos. Ele pilotava a moto Bros que foi atingida pelos carros na tragédia.

Internado na enfermaria ortopédica do Pronto-Socorro de Cuiabá, João contou que estava trafegando na moto junto com o amigo Mikael Lacerda, de 18 anos, ao lado do Punto, quando foram colididos pelo Corolla, conduzido por Diego Kischel.

De acordo com João Paulo, o policial Demétrio o obrigou a parar com a moto, junto com o Punto. Já que o Gol estava parado na contramão. Joaci estaria inconsciente, com a cabeça escorada no volante.

“O PM mandou a gente parar. Com isso, achei que era uma blitz. Quando coloquei um dos pés no chão para equilibrar, fomos atropelados pelo Corolla. A força do impacto me arremessou para frente do Punto, da viatura da Polícia Militar e do VW Gol. Cai no chão, bati a cabeça e fiquei inconsciente. Só fui acordar com os médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) me colocando na maca. Depois disso, não lembro mais nada”, destacou.

O motoxista aguarda uma cirurgia no quadril. Porém, o procedimetno cirurgíco não tem data para acontecer. Já que a unidade de saúde não realiza a operação. 

Reprodução

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João Paulo aguarda ser operado na enfermaria ortopédica do PS de Cuiabá.

 

LIGAÇÕES COM O CRIME

Diego que morreu a caminho da Policlínica já havia sido preso pela Polícia Militar sob a acusação de tráfico de drogas. A Polícia descobriu que o Corolla que ele dirigia havia sido roubado, há menos de dois meses, de uma casa do bairro Boa Esperança, na Capital.

A prisão ocorreu há dois anos, quando os PM’s o encontraram com várias porções de pasta-base de cocaína em um ‘mercadinho’ D.K, na Avenida Principal do Pedra 90, também na Capital.

Ao ser detido, Diego negou ser traficante e disse à PM que a carga que era para consumir com os amigos.  

No entanto, na revista do estabelecimento comercial foram encontrados mais dois quilos de ácido bórico, uma balança de precisão e apetrechos usados para embalar a droga, caracterizando o crime de tráfico de drogas.

Reprodução Facebook

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Diego dirigia Corolla roubado no dia da tragédia. Ele também já havia sido preso pelo crime de tráfico de drogas.

 

 

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