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Cuiabá, 01 de Junho de 2026
01 de Junho de 2026

22 de Maio de 2026, 18h:24 - A | A

POLÍCIA / DISPUTA POR TERRAS

MP denuncia casal e mais sete pessoas pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri em Cuiabá

Foram denunciados por homicídio qualificado Anibal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo, apontados como mandantes do crime

DO REPÓRTERMT



O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) denunciou hoje (22) nove pessoas envolvidas na morte do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023, em Cuiabá. A acusação foi oferecida pelos promotores de Justiça que integram o Núcleo de Defesa da Vida, após o retorno dos autos do inquérito policial complementar que tramitou sob a relatoria do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Foram denunciados por homicídio qualificado Anibal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo, apontados como mandantes do crime.

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Além deles, as investigações conduzidas pela Polícia Civil e aprofundadas pela Polícia Federal também resultaram na denúncia contra Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, Hedilerson Fialho Martins Barbosa, Antônio Gomes da Silva, Gilberto Louzada da Silva, Peterson Venites Komel Júnior, Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater, apontados como integrantes da organização criminosa contratada para executar o advogado.

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Conforme o Ministério Público, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Antônio Gomes da Silva já haviam sido denunciados anteriormente por homicídio qualificado e já se encontram pronunciados para julgamento perante o Tribunal do Júri.

Os autos tramitam sob segredo de Justiça, motivo pelo qual não são divulgados detalhes sobre os fatos narrados na denúncia. Contudo, o MP já requereu à 12ª Vara Criminal da Capital o levantamento do sigilo processual. A denúncia é assinada pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo, Elide Manzini de Campos, Vinicius Gahyva Martins e Rodrigo Ribeiro Domingues.

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Após o crime, a polícia realizou uma devassa no celular do advogado e descobriu um esquema de venda de sentenças, que resultou na deflagração da Operação Sisamnes pela Polícia Federal.

Reprodução

roberto zampieri

Zampieri foi executado em frente ao seu escritório de advocacia em Cuiabá.

A ação desarticulou um esquema de corrupção envolvendo tribunais superiores e estaduais, empresários, juízes e desembargadores, e revelou a atuação de um grupo criminoso especializado em assassinatos mediante pagamento.

A partir da análise dos dados contidos no celular, a polícia descobriu uma extensa rede de influência que contava com a atuação do lobista Andreson Gonçalves, apontado como elo entre advogados e gabinetes, negociando minutas de decisões e antecipando informações sigilosas.

Suposta motivação 

A morte de Roberto Zampieri foi encomendada por causa de uma disputa judicial sobre a posse de uma propriedade rural, na cidade de Paranatinga, estimada em R$ 100 milhões. O fazendeiro Aníbal Manoel Laurindo foi indiciado como mandante do crime.

Conforme o delegado, o irmão de Aníbal perdeu parte das terras em disputa, o que despertou nele o medo de também ser derrotado na Justiça. Aníbal acreditava que por ter proximidade com um desembargador do Tribunal de Justiça, Zampieri teria facilidade para vencer o processo. Por essa razão, ele encomendou o crime.

Roberto Zampieri foi assassinado a tiros na frente de seu escritório em novembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. 

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