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25 de Setembro de 2026

01 de Junho de 2026, 20h:14 - A | A

CIDADES / AFASTADO DO TJ

Nova denúncia ao CNJ acusa desembargador Dirceu dos Santos de favorecimento em ação de R$ 800 milhões

Representação apresentada ao CNJ aponta possível interferência externa e quebra de imparcialidade em decisões envolvendo empresas em recuperação judicial.

Reprodução

Afastado do TJMT por suspeita de vender sentenças, Dirceu acumula diversas reclamações no CNJ.

Afastado do TJMT por suspeita de vender sentenças, Dirceu acumula diversas reclamações no CNJ.

VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT



O desembargador afastado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Dirceu dos Santos, voltou a ser alvo de denúncia no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A nova reclamação envolve uma disputa entre as empresas Ecodiesel Comércio de Combustíveis Ltda. e Ecodiesel Transportes e Logística Ltda., ambas em recuperação judicial, e aponta suspeitas de interferência externa e quebra de imparcialidade em decisões tomadas pelo magistrado.

Segundo representação apresentada por Leandro Alberto Foletto, as empresas atuavam fortemente no setor de combustíveis, com mais de 2 mil clientes ativos, comercialização de aproximadamente 11 milhões de litros de diesel por mês, frota superior a 90 caminhões, mais de 150 funcionários e faturamento anual estimado em R$ 800 milhões.

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A denúncia afirma que, em fevereiro de 2025, Dirceu dos Santos determinou o afastamento dos sócios Evandro Roberto Cortezia e Andronis Stoquero da administração das empresas, nomeando um administrador judicial para assumir a gestão. Dias depois, a decisão foi ratificada em primeira instância, com a contratação de uma empresa especializada para conduzir os negócios.

Conforme a petição, após o afastamento dos sócios começaram a ocorrer fatos considerados “incomuns” no processo. Entre eles, reuniões entre o administrador judicial e os empresários afastados antes mesmo da formalização da atuação dele no caso, sem comunicação às demais partes envolvidas. O documento também relata comentários entre funcionários e pessoas ligadas ao processo sobre possível influência externa para alteração de decisões judiciais.

Outro ponto destacado é a mudança de posicionamento do desembargador durante o julgamento de um recurso. Segundo o denunciante, Dirceu teria inicialmente sinalizado entendimento favorável a uma das partes, mas alterado o voto durante a sessão, mantendo decisão contrária ao grupo interessado, o que teria causado “estranheza” diante do contexto processual.

O pedido encaminhado ao CNJ solicita investigação para apurar possível interferência indevida, quebra de imparcialidade e eventual prática incompatível com a função judicial.

Além desse caso, Dirceu dos Santos também responde a outras representações no CNJ. O empresário Marcos Rogério de Azevedo o acusa de determinar a transferência de um imóvel de R$ 2,5 milhões sem comprovação do pagamento integral da compra. Já herdeiras do empresário José Brito de Souza afirmam que o magistrado beneficiou a Cooperativa Agrícola de Produtores de Cana de Rio Branco (Cooperb) em uma disputa de R$ 58 milhões.

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Outra reclamação envolve disputa fundiária na Fazenda Tiarajú, em Comodoro. A Agropastoril Comodoro S.A. e o agricultor Vanderlei Giongo acusam o desembargador de ignorar laudos periciais e decisões anteriores para favorecer a parte adversa em ações possessórias.

Dirceu dos Santos está afastado do cargo desde março, por decisão da Corregedoria Nacional de Justiça, que investiga suspeitas de venda de sentenças. Segundo o CNJ, o magistrado teria movimentado mais de R$ 14,6 milhões em cinco anos e acumulado patrimônio estimado em R$ 18 milhões.

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Marcos Aragão 06/06/2026

Absurdo. No país em q o poder judiciário não funciona direito; nada mai vai funcionar corretamente.

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1 comentários