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07 de Dezembro de 2016, 11h:18 - A | A

POLÍCIA / MILITAR SOB SUSPEITA

Ladrão acusa PM de ser o mandante de roubo de carro em Cuiabá

Três bandidos tomam carro de mulher, no Jardim Imperial. Conversa em aplicativo Whatsapp pode complicar soldado da PM

LUIS VINICIUS
DA REDAÇÃO



Dois ladrões foram presos e um menor de 15 anos apreendido, acusados de roubarem um carro, no bairro Jardim Imperial, em Cuiabá, na terça-feira (6).

Após a prisão, os bandidos acusaram um policial militar D.A.C. de ser o mandante do crime. 

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Os três criminosos, segundo boletim de ocorrências da Polícia Militar, estavam armados e abordaram uma empresária de 42 anos, em uma das ruas do bairro.

Weverton de Almeida Rodrigues, 23, e o menor tomaram o carro Ford Ecosport da mulher e fugiram em direção ao bairro Jardim Itália.

Já o terceiro bandido, identificado como Bruno Moreira de Magalhães Cavalcante, 20, dirigia um Chevrolet Classic, que deu apoio aos assaltantes.

Após o roubo, os criminosos se encontraram no estacionamento do Supermercado Comper, onde deixaram o Ford Ecosport, para fugirem no Classic.  

Uma equipe do Batalhão de Rondas Ostensivas Tática Móvel (Rotam) foi acionada, fez buscas na região e localizou o carro.

O circuito interno de segurança do supermercados registrou toda ação dos bandidos.

Os militares conseguiram identificar a placa do Classic e descobriram o endereço de Bruno Cavalcante, que foi preso em flagrante. 

Aos policiais, ele confessou o crime e revelou o endereço dos comparsas, que foram presos em seguida.

Acusação

Em depoimento no Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) do Planalto, Bruno disse que o mandante do roubo do carro foi o soldado D.A.C., da Polícia Militar.

O militar seria lotado no Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran).

No depoimento, ele mostrou conversas que teria mantido com o PM pelo aplicativo WhatsApp.

Na troca de mensagens, o militar teria passado instruções sobre como o roubo do veículos seria praticado e teria dito que emprestaria a arma aos bandidos.

A Corregedoria Geral da Polícia Militar foi comunicada e deve irá abrir um inquérito para apurar os fatos.

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