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13 de Novembro de 2013, 15h:06 - A | A

POLÍCIA / CASO MAIANA

Justiça solta pedreiro que participou da morte da adolescente

Defesa do acusado alegou que sentença de pronúncia já tinha sido anulada duas vezes, por isso não fazia sentido o réu estar preso.

DA REDAÇÃO



A Justiça deferiu o habeas corpus impetrado pela defesa do pedreiro, Paulo Ferreira Martins, de 41 anos, nesta terça-feira (12). Ele é acusado de participar do assassinato da adolescente Maiana Mariano Vilela, de 16 anos e estava preso no Centro de Ressocialização de Cuiabá (antigo Carumbé) desde 2012.

A defesa de Paulo Ferreira alegou que a sentença de pronúncia (final do processo) já tinha sido anulada duas vezes, por isso, não fazia sentido o réu ficar detido. Em outubro, a defesa do acusado, conseguiu anular a sentença que lhe faria enfrentar um júri popular pelo homicídio triplamente qualificado.

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O empresário, Rogério da Silva Amorim, de 39 anos, que tinha um relacionamento extraconjungal com a vítima é acusado de ser o mandante do assassinato dela. Ele nega o crime e responde o processo penal em liberdade. Já vigilante Carlos Alexandre, de 31 anos, está preso na Penitenciária Central do Estado (antigo Pascoal Ramos). Ele havia sido contratado por Paulo para ajudá-lo a executar a garota.

O CRIME

Conforme a denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual, Rogério encomendou a morta da vítima, que sumiu após descontar um cheque na agência do banco Itaú, na Avenida do CPA. Ela teria sido morta no dia 23 de dezembro de 2011, mas seu corpo só foi encontrado após cinco meses, em uma chácara no bairro Três Barras, região do Coxipó do Ouro, na zona rural de Cuiabá.

A vítima foi morta por asfixia e depois teve seu corpo enterrado em uma cova rasa. Segundo investigações, ela estaria fazendo ameaças contra o empresário. Enfurecido, ele resolveu contratar Carlos Alexandre para executar o crime.

A mando de Rogério, a adolescente teria descontado um cheque na agência do Banco Itaú e ido levar o dinheiro até Paulo, em uma chácara. No local, Paulo e Carlos renderam a menina e a asfixiaram usando um pano. Para ocultar o cadáver, os criminosos levaram o corpo em uma região de mata e o enterraram.

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