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Cuiabá, 20 de Junho de 2026
20 de Junho de 2026

21 de Janeiro de 2026, 17h:04 - A | A

POLÍCIA / AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA

Juiz nega soltura a advogado que atropelou e matou idosa na Avenida da FEB

O atropelamento ocorreu na Avenida da FEB, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

VANESSA MORENO, EDUARDA FERNANDES
DO REPÓRTERMT



O juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, manteve a prisão do advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, de 67 anos, que atropelou Ilmes Dalmis Mendes da Conceição, de 72 anos, na manhã dessa terça-feira (20). O atropelamento ocorreu na Avenida da FEB, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Ele dirigia um Fiat Toro em alta velocidade e fugiu sem prestar socorro.

Na decisão, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva, com base no artigo 312 do Código de Processo Penal, por estarem presentes os requisitos previstos em lei.

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Conforme informado pelo RepórterMT, a vítima estava concluindo a travessia na Avenida da FEB, quando foi atropelada por Roberto. Com o impacto, Ilmes foi arremessada para a pista contrária e foi novamente atingida por outro veículo. O corpo dela ficou em pedaços, jogados na pista.

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Após o atropelamento, Roberto fugiu e só foi capturado nas proximidades do Shopping de Várzea Grande.

Em depoimento ao delegado Christian Cabral, na sede da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), o advogado alegou que foi a Ilmes Dalmis quem atingiu a lateral do veículo dele.

“Não. O corpo dela que acertou o meu carro, do lado. Ela bateu no meu carro pelo lado do motorista”, disse.

Ele alegou ainda que não estava bem de saúde e que chegou a abrir a janela do carro para vomitar, momentos antes de atropelar a vítima.

Para o delegado, Paulo Roberto assumiu o risco de matar, por isso foi indiciado por homicídio doloso, além de fuga do local do crime.

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Histórico criminoso

Paulo Roberto Gomes dos Santos possui pelo menos duas condenações criminais, além de figurar como réu em mais de 20 processos.

Em 2006, ele foi condenado a 19 anos de prisão pela morte de Rosimeire Maria da Silva, em 2004, cujo corpo foi esquartejado e jogado em rios de Mato Grosso. Na época, ele utilizava a identidade falsa de Francisco de Ângelis Vaccani Lima e mantinha uma relação extraconjugal com a vítima.

Além deste caso, o advogado também foi condenado a 13 anos de prisão pelo assassinato do delegado Eduardo da Rocha Coelho, ocorrido em 1998, no Rio de Janeiro. Paulo era policial civil e atirou contra a autoridade dentro de uma viatura.

Comente esta notícia

Carlos Alberto 21/01/2026

Ele não matou porque quis na realidade o trânsito ali presiza redutor de velocidade

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Fábio 21/01/2026

Jairo perdeu uma oportunidade de ficar calador, parabéns ao juíz

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Jairo do Carmo 21/01/2026

Não vejo motivo da manutenção da prisão do advogado até porque muito embora ele tenha saído do local ele estava com problemas de saúde também mas em fim é questão de comoção social fat preponderante da custódia cautelar

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3 comentários