VANESSA MORENO, EDUARDA FERNANDES
DO REPÓRTERMT
O juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, manteve a prisão do advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, de 67 anos, que atropelou Ilmes Dalmis Mendes da Conceição, de 72 anos, na manhã dessa terça-feira (20). O atropelamento ocorreu na Avenida da FEB, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Ele dirigia um Fiat Toro em alta velocidade e fugiu sem prestar socorro.
Na decisão, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva, com base no artigo 312 do Código de Processo Penal, por estarem presentes os requisitos previstos em lei.
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Conforme informado pelo RepórterMT, a vítima estava concluindo a travessia na Avenida da FEB, quando foi atropelada por Roberto. Com o impacto, Ilmes foi arremessada para a pista contrária e foi novamente atingida por outro veículo. O corpo dela ficou em pedaços, jogados na pista.
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Após o atropelamento, Roberto fugiu e só foi capturado nas proximidades do Shopping de Várzea Grande.
Em depoimento ao delegado Christian Cabral, na sede da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), o advogado alegou que foi a Ilmes Dalmis quem atingiu a lateral do veículo dele.
“Não. O corpo dela que acertou o meu carro, do lado. Ela bateu no meu carro pelo lado do motorista”, disse.
Ele alegou ainda que não estava bem de saúde e que chegou a abrir a janela do carro para vomitar, momentos antes de atropelar a vítima.
Para o delegado, Paulo Roberto assumiu o risco de matar, por isso foi indiciado por homicídio doloso, além de fuga do local do crime.
Histórico criminoso
Paulo Roberto Gomes dos Santos possui pelo menos duas condenações criminais, além de figurar como réu em mais de 20 processos.
Em 2006, ele foi condenado a 19 anos de prisão pela morte de Rosimeire Maria da Silva, em 2004, cujo corpo foi esquartejado e jogado em rios de Mato Grosso. Na época, ele utilizava a identidade falsa de Francisco de Ângelis Vaccani Lima e mantinha uma relação extraconjugal com a vítima.
Além deste caso, o advogado também foi condenado a 13 anos de prisão pelo assassinato do delegado Eduardo da Rocha Coelho, ocorrido em 1998, no Rio de Janeiro. Paulo era policial civil e atirou contra a autoridade dentro de uma viatura.
















Carlos Alberto 21/01/2026
Ele não matou porque quis na realidade o trânsito ali presiza redutor de velocidade
Fábio 21/01/2026
Jairo perdeu uma oportunidade de ficar calador, parabéns ao juíz
Jairo do Carmo 21/01/2026
Não vejo motivo da manutenção da prisão do advogado até porque muito embora ele tenha saído do local ele estava com problemas de saúde também mas em fim é questão de comoção social fat preponderante da custódia cautelar
3 comentários