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07 de Dezembro de 2017, 14h:42 - A | A

POLÍCIA / INIMIGA ÍNTIMA

Juiz decreta prisão de mulher acusada de matar marido PM a tiros

Conforme a decisão, há indícios suficientes que indicam que a Deise Ribeiro de Oliveira executou o marido a tiros.

RAUL BRADOCK
DA REDAÇÂO



Deise Ribeiro de Oliveira, 23 anos, teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Evandro Juarez Rodrigues, da 2ª Vara Criminal e Cível de Peixoto de Azevedo (691 km ao Norte de Cuiabá). Ela é acusada de executar o marido e policial militar, Moshe Dayan Simão Kaveski, 28 anos.

A decisão é desta quarta-feira (6). O crime aconteceu na noite de segunda-feira (4), no Distrito de União do Norte, município de Peixoto de Azevedo.

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Conforme a decisão, há indícios suficientes que apontam a mulher como executora do assassinato e que ela teria usado a arma do marido para o crime, além de tentar forjar que se tratava de um latrocínio – roubo seguido de morte.

Conforme o magistrado, Deise teria atirado em Moshe após, supostamente, uma discussão e troca de agressões.

“[...] Os elementos constantes no Boletim de Ocorrência indicaram o possível envolvimento de Deise Ribeiro de Oliveira, em razão de suposta discussão e vias de fato com a vítima, seu esposo, no dia do crime, bem como a informação de que Deise costumava a guardar a arma de fogo da vítima e quando esta foi alvejada estava vestindo bermuda de “tactel”, os cachorros não latiram e ausência de sinais de luta corporal”, diz trecho da decisão.

Aos policiais, num primeiro momento, ela informou que ambos foram abordados por uma pessoa, que descreveu como baixa, gorda, vestindo roupas escuras. A mulher, entre várias versões apresentadas, contou, depois, que eram duas pessoas, que, inclusive, teriam levado os aparelhos celulares, tanto seu quanto do marido. No entanto, o celular da vítima foi encontrado próximo ao muro da residência.

O magistrado ressalta que no crime praticado pela mulher, homicídio qualificado, é cabível pena superior a quatro anos de prisão.

O caso

O assassinato aconteceu por volta das 20h, quando o militar estava chegando em casa com a esposa, em uma motocicleta.

Depoimento de uma testemunha é 'peça chave' nas investigações que estão em andamento. Ela afirma que viu V.S.F. perguntando se o policial estava com a arma no local, porém, o militar afirmou que a arma dele estava com a esposa.

A testemunha também disse que naquela noite, o militar havia agredido a mulher com um soco na barriga. A testemunha ainda relatou um suposto caso amoroso entre os suspeitos.

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