MAYARA MICHELS

Juliene foi morta e pendurada em grade no CPA; no destaque a delegada Anaíde Barros. (reprodução/Facebook)
MAYARA MICHELS
Nesta segunda-feira (27.05), completa um ano, que a jovem Juliene Gonçalves, de 20 anos, foi violentamente assassinada, no bairro CPA. O caso, que revoltou moradores e familiares, continua sem solução. O corpo de Juliene foi pendurado nu, em praça pública. O assassino tinha a intenção de simular um suicídio.
Para a irmã da vítima, Juliana Assumpção, o caso só não foi esclarecido por se tratar de pessoas de baixa renda. “Se a minha família fosse de classe alta, esse caso já tinha sido resolvido e o bandido preso. Mas como somos simples, o caso é deixado de lado pela Polícia”, revolta-se a irmã.
A família da vítima acredita que o principal suspeito, o vendedor Antônio Rodrigo dos Santos, de 23 anos, que foi preso após o crime, tenha sim envolvimento com a morte.“Se não foi ele que matou, ele sabe quem foi. Todos os indícios levam a crer que ele foi a última pessoa que estave com ela”, disse.
No início do ano um primo de Juliene quase entrou em luta corporal com o suspeito. “Eles se encontraram na rua e Antônio enfrentou meu primo. Os dois iniciaram uma discussão e só não teve agressão porque outras pessoas separaram os dois”, contou Juliana.
O vendedor Antônio Rodrigo dos Santos foi a última pessoa vista com Juliene. Ele foi preso na semana no crime e permaneceu detido por 21 dias, até que teve a prisão revogada pela juíza Maria Aparecida Fago, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá. Em seu despacho, a magistrada qualificou a prisão como "constrangimento ilegal".
No laudo técnico feito no carro do suspeito, a Polícia esperava encontrar indícios de que a jovem fora violentada e morta dentro do veículo, mas nada foi encontrado. “Nem sangue, nem vestígios que comprovassem qualquer tipo de agressão. Não foi encontrado nada que remetesse ao rapaz como autor do crime”, disse o advogado de defesa de Antônio, Flávio Bertin. 
A partir daí, a Polícia Civil decidiu investigar o caso em sigilo. Segundo a delegada Anaíde Barros, todos os laudos foram concluídos, mas a ordem é manter segredo até o final das investigações. A Polícia diz que todos os casos são investigados de forma igualitária, sem distinção de classe social.
O crime
Juliene Gonçalves assassinada e depois pendurada nua, próximo ao estádio do Botafogo, no CPA, em Cuiabá. Seu corpo foi encontrado por volta das 6h30 da última segunda-feira (28).
Antônio Rodrigues Silva, foi preso no dia 28. O principal suspeito disse em depoimento que foi a um pagode na região do Porto e encontrou um amigo que é primo de Juliene.
Os três passaram a noite se divertindo e no final da festa e Antônio prometeu carona para os dois. Antes passaram em uma lanchonete na Avenida do CPA.
Depois, ele diz que deixou o amigo em casa e, ao entrar no bairro de Juliene, ela teria pedido para que a deixasse na rua de um outro pagode. Depois disse que não a viu mais.
A delegada Anaíde Barros não vê envolvimento de outras pessoas no crime, além de Antônio. “As evidências comprovam que Antônio seja autor do crime. Ele foi à última pessoa que esteve com a vítima, o celular dela e um fio semelhante ao qual ela foi assassinada foram encontrados em seu carro. Além disso, ele contou que insistiu para ficar com Juliene, mas ela deu um fora”, contou a delegada.
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Juliene foi violentamente assassinada no CPA, na madrugada do dia 27 de maio de 2012 - foto reprodução
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nadia amaral 29/05/2013
é verdade tem razão a irmã dela por que quando e um filhinho de papai e morto rapidão eles pega o asassino e quando acontese alguma coisa com alguem do nivel pobre ai fica mais dificil pra ser solucionado logo
ALMEIDA 25/05/2013
a irmã dela esta correta sim em afirmar isso, pois já tivemos depois do deste e a policia rapidamente resolveu, mas claro era família importante, com "tradição", ai fica o movimento rápido de todas as forças para buscar soluções.
2 comentários