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26 de Junho de 2023, 17h:20 - A | A

POLÍCIA / DURANTE PROTESTO

Indígenas são recebidos a tiros e têm veículos queimados por seguranças de PCHs; veja vídeo

Um pequeno grupo desarmado se deslocou de barco para fazer uma manifestação pacífica nas usinas Parecis e Rondon e foram ameaçados com balas de borracha

Reprodução

Manifestantes disseram estar desarmados em protesto

Manifestantes disseram estar desarmados em protesto

ANA FRUTUOSO
DO REPÓRTER MT



Indígenas da etnia Enawenê-Nawê foram recebidos com disparos de balas de borracha e tiveram veículos queimados por seguranças que controlam Pequenas Centrais de Hidrelétricas no Rio Juruena, quando chegaram na região para fazer um protesto, entre domingo (25) e segunda-feira (26), em Campos de Júlio (a 533 km de Cuiabá). As informações são de que mais de 400 pessoas participavam da manifestação, incluindo mulheres e crianças. 

Um dos representantes da etnia, Lalokwarise Detalikwaene Enawene, contou ao portal G1 que o objetivo era conseguir uma reunião com os donos de duas usinas, localizadas às margens do Rio Juruena, nos municípios de Campos de Júlio e Sapezal, quando seguranças armados atiraram contra os manifestantes, que chegavam sem bordunas ou flechas.

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“Não levamos flechas, não brigamos. Ninguém [da empresa] veio conversar com a gente. Os seguranças nos agrediram, atiraram balas de borracha. Queríamos explicar nossos problemas para eles e não brigar”, disse o representante.

A comunidade Enawenê-Nawê tenta rever um acordo feito em 2012 para compensar os efeitos negativos das obras das PCHs, que afetaram a pesca no Rio Juruena nos últimos 10 anos. O acordo prevê que um valor em dinheiro seja repassado aos indígenas, para que o peixe consumido pela comunidade e utilizado em rituais, seja comprado pelas usinas.

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema-MT) informou que as PCH's Rondon, Parecis, Telegráfica e Campos de Júlio estão licenciadas e não ocupam Terras Indígenas. Sobre o pagamento citado, a secretaria explicou que esse tipo de acordo não passa pelo licenciamento ambiental, podendo ocorrer por via judicial, com interveniência da Funai, Ministério Público Federal e Justiça Federal.

De acordo com a Polícia Civil, uma equipe da Delegacia de Polícia de Sapezal está no local para a apuração do ocorrido.

Vídeo gravado pelos próprios indígenas registraram o momento em que o grupo chega no local.

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ARISTEU VITURINO 26/06/2023

Não prejudica nada de Pesca pq é a última Usina a Aldeia fica pra baixo dessa Usina, tem que botar pra correr mesmo!!! Vai Pescar quer dinheiro!!!

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1 comentários