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17 de Setembro de 2026

12 de Fevereiro de 2026, 16h:30 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO CÁRCERE SEGURO

Gaeco investiga esquema de celulares na Penitenciária Mata Grande em Rondonópolis; policial é preso

Investigação aponta que agentes facilitavam entrada de aparelhos em troca de propina. Um dos alvos foi detido após polícia encontrar munição ilegal em sua casa.

PJC-MT

Parte dos aparelhos interceptados pela Operação Cárcere Seguro em Rondonópolis.

Parte dos aparelhos interceptados pela Operação Cárcere Seguro em Rondonópolis.

DO REPÓRTERMT



Uma operação conjunta entre a Polícia Civil e o Gaeco desmantelou um esquema de corrupção operado por policiais penais da Penitenciária Mata Grande, em Rondonópolis (a 215 km de Cuiabá), em Mato Grosso.

Três policiais penais e uma mulher foram os alvos da Operação “Cárcere Seguro”, deflagrada hoje (12), que investiga o fornecimento de celulares para detentos da unidade. Apesar de todos serem investigados, apenas um dos policiais, de 52 anos, foi preso em flagrante durante as buscas.

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A prisão ocorreu porque, além dos crimes de corrupção e facilitação de entrada de aparelhos que já eram apurados, os agentes encontraram na casa desse servidor um carregador de pistola e 44 munições de calibre .380 sem registro legal.

Já os outros dois policiais penais, embora tenham tido suas casas revistadas e  celulares apreendidos para perícia, responderão ao processo em liberdade, conforme determinado pelos mandados judiciais de busca e apreensão.

O esquema

O esquema começou a ser desvendado em maio de 2025, quando uma varredura na Mata Grande localizou 32 celulares escondidos. A investigação da Delegacia Regional de Rondonópolis descobriu que os policiais utilizavam a facilidade de acesso ao presídio para entrar com os aparelhos fornecidos pela mulher investigada, cobrando valores dos presos para intermediar o serviço.

Agora, com a quebra de sigilo autorizada pela Justiça, a polícia quer saber o tamanho do lucro do grupo e se há outros servidores envolvidos na rede de corrupção.

Os investigados podem ser expulsos da corporação e responder criminalmente por corrupção passiva e por promover a entrada de dispositivos de comunicação em presídios.

De acordo com o delegado Santiago Rozendo Sanches e Silva, o material apreendido hoje será analisado para entender como o grupo transformou a entrada de ilícitos em um negócio lucrativo dentro do sistema penitenciário de Mato Grosso.

A reportagem solicitou posicionamento à Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso (Sejus-MT) sobre a situação e aguarda retorno.

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