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Cuiabá, 19 de Junho de 2026
19 de Junho de 2026

12 de Fevereiro de 2026, 16h:30 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO CÁRCERE SEGURO

Gaeco investiga esquema de celulares na Penitenciária Mata Grande em Rondonópolis; policial é preso

Investigação aponta que agentes facilitavam entrada de aparelhos em troca de propina. Um dos alvos foi detido após polícia encontrar munição ilegal em sua casa.

DO REPÓRTERMT



Uma operação conjunta entre a Polícia Civil e o Gaeco desmantelou um esquema de corrupção operado por policiais penais da Penitenciária Mata Grande, em Rondonópolis (a 215 km de Cuiabá), em Mato Grosso.

Três policiais penais e uma mulher foram os alvos da Operação “Cárcere Seguro”, deflagrada hoje (12), que investiga o fornecimento de celulares para detentos da unidade. Apesar de todos serem investigados, apenas um dos policiais, de 52 anos, foi preso em flagrante durante as buscas.

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A prisão ocorreu porque, além dos crimes de corrupção e facilitação de entrada de aparelhos que já eram apurados, os agentes encontraram na casa desse servidor um carregador de pistola e 44 munições de calibre .380 sem registro legal.

Já os outros dois policiais penais, embora tenham tido suas casas revistadas e  celulares apreendidos para perícia, responderão ao processo em liberdade, conforme determinado pelos mandados judiciais de busca e apreensão.

O esquema

O esquema começou a ser desvendado em maio de 2025, quando uma varredura na Mata Grande localizou 32 celulares escondidos. A investigação da Delegacia Regional de Rondonópolis descobriu que os policiais utilizavam a facilidade de acesso ao presídio para entrar com os aparelhos fornecidos pela mulher investigada, cobrando valores dos presos para intermediar o serviço.

Agora, com a quebra de sigilo autorizada pela Justiça, a polícia quer saber o tamanho do lucro do grupo e se há outros servidores envolvidos na rede de corrupção.

Os investigados podem ser expulsos da corporação e responder criminalmente por corrupção passiva e por promover a entrada de dispositivos de comunicação em presídios.

De acordo com o delegado Santiago Rozendo Sanches e Silva, o material apreendido hoje será analisado para entender como o grupo transformou a entrada de ilícitos em um negócio lucrativo dentro do sistema penitenciário de Mato Grosso.

A reportagem solicitou posicionamento à Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso (Sejus-MT) sobre a situação e aguarda retorno.

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