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18 de Outubro de 2016, 08h:34 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO THEATRUM

Polícia Federal faz busca e apreensão no gabinete do deputado Dilmar Dal Bosco

Dilmar Dal Bosco já vinha sendo investigado em um inquérito referente à Operação Terra Prometida, também da Políca Federal, que trata sobre grilagem de terras no município de Itanhangá (522 Km de Cuiabá).

Reprodução

Agentes federais recolheram documentos no gabinete do deputado, na Assembleia Legislativa.

Agentes federais recolheram documentos no gabinete do deputado, na Assembleia Legislativa.

DA REDAÇÃO



O gabinete do deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa, Dilmar Dal Bosco (DEM), foi um dos alvos da operação Theatrum, deflagrada pela Polícia Federal, na manhã desta terça-feira (18). De acordo com a assessoria de imprensa do parlamentar, ele não estava no local de trabalho no momento em que os policiais estiveram por lá e recolheram documentos que estavam em seu escritório. Apenas o chefe de gabinete dele, Luis Fernando Flamínio, que é advogado, acompanhou o cumprimento do mandado de busca e apreensão e foi com os policiais federais até a sede da superintendência em Cuiabá para tomar conhecimento do processo. 

Dilmar Dal Bosco já vinha sendo investigado em um inquérito referente à Operação Terra Prometida, também da Políca Federal, que trata sobre grilagem de terras no município de Itanhangá (522 Km de Cuiabá). Mas de acordo com a assessoria de imprensa do deputado, o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) emitiu dois laudos onde afirma que Dal Bosco não tinha relação com as terras investigadas. 

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Dilmar Dal Bosco já vinha sendo investigado em um inquérito referente à Operação Terra Prometida, também da Políca Federal, que trata sobre grilagem de terras no município de Itanhangá. Mas de acordo com a assessoria de imprensa do deputado, o Incra emitiu dois laudos onde afirma que Dal Bosco não tinha relação com as terras investigadas.

Dessa vez, a Operação Theatrum tem o objetivo de desarticular um suposto esquema de corrupção envolvendo servidores públicos do Incra, fazendeiros e políticos do Estado de Mato Grosso. A corrupção consistiria na “compra” de fiscalização com resultado previamente acertado. Policiais foram vistos na sede do Legislativo e no bairro Florais.

Estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e 17 mandados de condução coercitiva em Cuiabá , Sinop , Diamantino, Itanhangá, Ipiranga do Norte , Planaltina (DF) , Guaíra (PR) e Belo Horizonte (MG). Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, onde tramita o inquérito, em virtude de três investigados possuírem foro por prerrogativa de função.

Segundo as investigações, em 15 de setembro do ano passado, políticos do estado de Mato Grosso, fazendeiros de Itanhangá e representantes dos assentados – muitos deles investigados e já indiciados na Operação Terra Prometida – realizaram uma reunião com o Incra em Brasília (DF) com o objetivo de desencadear uma supervisão ocupacional no Projeto de Assentamento Tapurah/Itanhangá, bem como, de substituir o servidor que estava previamente indicado para a coordenação dos trabalhos.

Em poucos dias, o Incra iniciou a supervisão ocupacional do assentamento, porém, os métodos do novo coordenador do grupo de trabalho, colocado a pedido dos investigados, tornaram as fiscalizações inócuas e foram objeto de duros questionamento por alguns fiscais da equipe, os quais denunciaram as irregularidades à Polícia Federal e mais tarde foram substituídos por outros servidores.

Entre os citados métodos, estava a ampla divulgação da data de fiscalização dos lotes do assentamento, inclusive com a ajuda dos políticos locais que foram a Brasília pedir a fiscalização. Além disso, segundo depoimento de testemunhas, o coordenador realizava fiscalizações com tratamento diferenciado para determinadas autoridades e fazendeiros locais.

Isso possibilitou que aos fazendeiros que hoje ocupam e exploram irregularmente o imóvel convocassem seus “laranjas” para comparecimento no lote na data marcada para a fiscalização, pagando-lhes todas as despesas de viagem, além de outras vantagens. Dessa forma, a fiscalização do maior assentamento da América Latina se tornou um verdadeiro “teatro”, termo esse utilizado por assentados que se recusaram a participar da farsa e comunicaram à Polícia Federal.

Estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e 17 mandados de condução coercitiva em Cuiabá , Sinop , Diamantino, Itanhangá, Ipiranga do Norte , Planaltina (DF) , Guaíra (PR) e Belo Horizonte (MG).


Muitos desses “laranjas” são os beneficiários dos lotes do Incra, que, após venderem a parcela, mudaram-se da região, mas continuaram mantendo seus nomes como ocupantes da área, visando enganar o Incra.

Isso porque, após decorridos 10 anos da titulação da área, o Incra procede à baixa das condições resolutivas do título de domínio e o imóvel rural passa a ser do assentado, podendo ele inclusive vender a área de forma lícita. Contudo, para comprovação do cumprimento das condições pelos assentados é necessária uma última fiscalização após o decurso desse prazo, que, no caso do PA Tapurah/Itanhangá, ocorreu no ano de 2015 (para a maioria dos lotes). 

A Polícia Federal acredita que a supervisão ocupacional do PA Tapurah/Itanhangá, iniciada em 2015 e concluída 2016, tinha como finalidade a convalidação das ocupações irregulares, com a consequente baixa das condições resolutivas do título de domínio, o que permitiria que o assentado “laranja” transferisse formalmente a propriedade do imóvel para o fazendeiro, que já o adquiriu de forma ilegal.

Segundo informações obtidas pela Polícia Federal, cada lote do citado assentamento é comercializado por R$ 2 milhões. No âmbito da Operação Terra Prometida, deflagrada em 2014, foi apreendido um contrato de compra e venda de um lote comercializado em 2013 pelo valor de R$ 1,6 milhão. O assentamento possui 1.149 lotes de aproximadamente 100 hectare cada.

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Gilmar Oliveira 18/10/2016

É por isso que proponho que terra desapropriada nunca poderá ser doada. Faça-se o assentamento como comodato, se o indivíduo for do ramo, gostar do que faz, ganha dinheiro explirando a terra e depois compra uma para ele, liberando o lote para o Incra assentar outro necessitado. Acabaria todo este MST e os aproveitadores.

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CONTRIBUINTE 18/10/2016

KKKM... LIDER DO GOVERNO!

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