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07 de Novembro de 2014, 11h:48 - A | A

POLÍCIA / A CASA CAIU / VEJA VÍDEO

‘Família unida’ comandava em MT quadrilha internacional de drogas

Integrantes usava celular via satélite para não serem rastreados pela PF. A estimativa é que a quadrilha realizava ao menos um transporte por mês, traficando sempre 1 tonelada de drogas e lucrando R$ 2 milhões por viagens.

JOÃO RIBEIRO
DA REDAÇÃO



O ‘comando’ de uma quadrilha especializada em tráfico internacional de drogas é composto por membros da mesma família, que reside no munícipio de Sinop (500 km de Cuiabá). Na manhã desta sexta-feira (7), o telejornal da Globo, ‘Bom Dia Brasil’, divulgou a foto dos traficantes considerados chefes do bando, que seriam pai, filho, neto e a mulher dele. No entanto, os nomes não foram revelados.

O grupo criminoso foi desarticulado na última terça-feira (4), na Operação Veraneio, desencadeado pela Polícia Federal. Na ação policial, foram cumpridos 48 mandados judiciais, em Sinop e Sorriso. Além em cidades de São Paulo e Minas Gerais.

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O delegado Samir Zagaibe, explicou que para não ser interceptada, a quadrilha se comunicava por celulares via satélite. Os traficantes usavam fazendas, localizadas na região de Sinop, para ‘preparar’ aviões que seriam usados para carregar as cargas de cocaína. 

Para não serem rastreados pela Força Aérea Brasileira (FAB), os mecânicos, integrantes da quadrilha, modificavam os prefixos do avião, transponder e rádio comunicadores.

Com os aviões modificados, a quadrilha seguia geralmente para a Colômbia ou Venezuela, onde pegava o carregamento da droga e levava para Honduras. Para despistar a PF. Ao entregar a droga, a família voltava para o Brasil em voos comerciais. E desembarcava em várias cidades do Brasil, como Brasília e São Paulo.

A estimativa é que a quadrilha realizava ao menos um transporte por mês, traficando sempre 1 tonelada de drogas e lucrando R$ 2 milhões por viagens.  

Com os integrantes foram apreendidos vários carros de luxo, e cerca de R$ 13.500.000,00 em imóveis e dinheiro.

Os traficantes foram autuados por tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, organização criminosa transnacional. Se condenados, a pena pode chegar a 70 anos de prisão.

O ESQUEMA

A investigação se desenvolveu entre 2011 e 2014, e estima-se que eram transportadas cerca de uma tonelada de cocaína por mês entre a região de Apure na Venezuela, fronteira com a Colômbia e dominada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), tendo como destino Honduras, visando abastecer cartéis sediados no México.

A quadrilha baseada em Sinop é a responsável pela aquisição de aeronaves no Brasil, adaptando-as ao transporte de cargas, adulteração do prefixo identificador e por todo o transporte entre a Venezuela e Honduras, onde abandonam a aeronave e retornam ao país em voo comercial.

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