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19 de Dezembro de 2013, 19h:23 - A | A

POLÍCIA / MORTE DE AURO IDA

Dois anos depois, acusado de mandar matar jornalista se entrega à Justiça de MT

Rubens de Lima se entregou na tarde desta quinta-feira (19) no Fórum da Capital e disse que é inocente

MIRO FERRAZ
DA REDAÇÃO



O terceiro homem acusado de participar da morte do jornalista Auro Ida se entregou na tarde desta quinta-feira (19) à Justiça.

Rubens Alves de Lima, de 32, acusado de planejar a execução de Ida, na Capital, estava foragido há dois anos.

O acusado chegou ao Fórum de Cuiabá acompanhado do seu advogado, Jesuíno de Farias, e seguiu para o gabinete da juíza Maria Aparecida Ferreira Fago, da 12ª Vara Criminal.

Lima estava com a prisão preventiva decretada desde a época do assassinato.

Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual, o acusado teria mandado matar Auro Ida por ciúmes, já que o jornalista estaria namorando a ex-mulher dele.

Rubens de Lima, segundo a acusação, teria encomendado a execução com Evair Arantes, pelo valor de R$ 1,5 mil, além do fornecimento de uma pistola utilizada no crime. Arantes no dia do crime era menor, tinha 17 anos, e foi justamente o primeiro a ser condenado pela Justiça

Apesar de ter negado o crime, ele foi sentenciado a 15 anos de reclusão no mês de agosto.

O advogado de Rubens de Lima negou que o seu cliente tenha participação no crime e que o acusado só se apresentou à Justiça porque estava se sentindo injustiçado das acusações feitas contra ele. Na chegada ao Fórum, Lima preferiu não falar com a imprensa.

O acusado de intermediar o assassinato do jornalista Auro Ida, segundo a acusação, é Alessandro da Silva Paz, de 24 anos. Ele já foi sentenciado pela Justiça a 16 anos e seis de prisão em regime fechado, no início de dezembro. Em depoimento, o acusado disse ser somente amigo de Rubens de Lima.

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Auro Ida foi morto com dois tiros em julho de 2011, dentro do próprio carro, quando deixava a namorada em casa, no Bairro Jardim Fortaleza, na capital. Na ocasião, o executor teria pedido para que a namorada da vítima saísse do veículo para que não fosse atingida pelos tiros.

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