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29 de Outubro de 2026

06 de Maio de 2026, 17h:36 - A | A

POLÍCIA / MISOGINIA NA UFMT

Direção da Faculdade de Direito suspende aluno investigado por criar lista de meninas "estupráveis"

Unidade acadêmica confirma abertura de processo disciplinar após denúncia de mensagens misóginas. Caso será apurado sob sigilo e deve seguir ritos da Lei Geral de Proteção de Dados.

Reprodução

UFMT afasta estudante por mensagens de ódio e incitação à violência sexual contra alunas.

UFMT afasta estudante por mensagens de ódio e incitação à violência sexual contra alunas.

ANA JÁCOMO
GIOVANNA BAIOCCO
DO REPÓRTERMT



A Direção da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) anunciou hoje (6) a suspensão liminar de um estudante investigado por envolvimento na criação e divulgação de uma lista que classificava alunas como "estupráveis". A medida ocorre após a repercussão de conversas de teor misógino e ofensivo atribuídas ao aluno, que teriam circulado em grupos de mensagens.

De acordo com a nota oficial da instituição, a denúncia chegou à Coordenação de Pós-Graduação por meio de registros de conversas privadas via WhatsApp. Assim que a faculdade tomou ciência da gravidade do conteúdo, foi instaurado um procedimento administrativo para apurar a veracidade dos fatos e as responsabilidades disciplinares do envolvido. O processo será conduzido observando o sigilo exigido pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

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A faculdade reforçou que a apuração seguirá o devido processo legal e que novas medidas podem ser tomadas conforme o avanço das investigações. "A Faculdade de Direito reafirma seu compromisso institucional com a dignidade da pessoa humana, o respeito mútuo e a promoção de um ambiente acadêmico seguro, ético e livre de qualquer forma de discriminação, assédio ou qualquer forma de violência", destaca trecho da manifestação.

O caso já está sob apuração do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que também formalizou uma investigação via Ouvidoria para apurar os crimes de incitação à violência e misoginia no âmbito acadêmico.

Confira a nota na íntegra:
"A Direção da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso vem a público manifestar-se acerca de denúncia recentemente recebida envolvendo discente desta unidade acadêmica.

A comunicação chegou inicialmente por meio do canal de WhatsApp da Coordenação de Pós-Graduação, contendo registros de supostas conversas privadas atribuídas ao estudante, nas quais constariam conteúdos de caráter misógino e ofensivo.

Diante da gravidade dos fatos noticiados, a Faculdade de Direito informa que, tão logo tomou ciência da situação, adotou imediatamente as providências cabíveis. A denúncia foi formalmente encaminhada à Direção, tendo sido instaurado procedimento administrativo com o objetivo de apurar, de forma rigorosa e imparcial, a veracidade dos fatos, as circunstâncias em que teriam ocorrido, bem como eventual responsabilidade disciplinar. Registra-se, ainda, que foi aplicada a suspensão liminar do discente sob investigação.

Ressalta-se que a apuração observará estritamente o devido processo legal e o dever de sigilo, em conformidade com a legislação vigente, incluindo as disposições da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, especialmente no que se refere ao tratamento e à divulgação de informações sensíveis.

A Faculdade de Direito reafirma seu compromisso institucional com a dignidade da pessoa humana, o respeito mútuo e a promoção de um ambiente acadêmico seguro, ético e livre de qualquer forma de discriminação, assédio ou qualquer forma de violência.

Por fim, a Direção informa que outras medidas poderão ser adotadas à medida que a apuração avance, sempre com responsabilidade, eficiência, celeridade, transparência e observância dos marcos legais aplicáveis."

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