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O coronel Zaqueu Barbosa, apontado como mandante do sistema de escutas clandestinas, ainda será ouvido pelo coronel Jorge Catarino (em detalhe).
LUIS VINICIUS
DA REDAÇÃO
O coronel Jorge Catarino Morais Ribeiro, responsável pelo Inquérito Policial Militar (IMP), que investiga a participação de oficiais da PM no esquema de escutas telefônicas clandestinas, afirmou ao
, que o depoimento do ex-comandante da corporação, coronel Zaqueu Barbosa, que estava previsto para ser realizado nesta quarta-feira (14), foi novamente adiado para a próxima semana e que o processo deve ser prorrogado.
“Até o momento, eu ainda não pedi, mas devo solicitar a prorrogação para concluir para mais dias, pois ainda estou colhendo alguns depoimentos", disse o responsável pelo inquérito militar.
Catarino não quis dar detalhes do adiamento do depoimento e disse apenas que o interrogatório deverá acontecer na próxima semana.
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O inquérito não deve ser concluído em 20 dias, conforme a previsão inicial, pois o coronel Catarino argumenta que a puração vai demandar mais tempo. Tudo indica que a investigação deve ser concluída no fim do mês de junho ou em julho.
“Até o momento, eu ainda não pedi, mas devo solicitar a prorrogação para concluir para mais dias, pois ainda estou colhendo alguns depoimentos. Estamos analisando documentos e possíveis provas que estão chegando até nós para concluirmos o inquérito de maneira correta e isenta. Está tudo correndo dentro da normalidade”, concluiu Catarino.
Essa foi a segunda vez que o depoimento do coronel Zaqueu foi adiado. Na semana passada, estava previsto para que ele fosse ouvido, mas devido algumas questões internas o interrogatório foi adiado.
Zaqueu é acusado de ser o mandante do esquema de interceptações clandestinas, operado por policiais militares entre os anos de 2014 e 2015, conforme denunciou o ex-secretário de Segurança Pública, o promotor de Justiça Mauro Zaque.
Em entrevista ao
, o advogado Flávio Ferreira, que faz a defesa do coronel Zaqueu, disse que seu cliente foi inocentado em depoimento do cabo da Polícia Militar Gerson Luiz Ferreira, que teria declarado no inquérito militar que Zaqueu não tinha conhecimento sobre as ações ilegais.
O coronel está preso na sede do Batalhão de Operações Especiais (Bope) desde o dia 23 de maio, quando o juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá decretou a prisão.
O cabo Gerson Luiz Ferreira, apontado como executor dos esquemas de escutas ilegais, prestou depoimento no último dia 6 de junho. Ele reafirmou os nomes levantados durante a investigação e contou ao responsável do inquérito que o equipamento montado para as escutas telefônicas ilegais foi denominado de "Sentinela".
O cabo teria alugado um apartamento no primeiro andar do edifício Master Center, nas proximidades do morro da Caixa D´Água, em Cuiabá. O militar teria iniciado as interceptações telefônicas ilegais, com a utilização de computadores completos, além de diversos telefones celulares acoplados a um notebook.
O cabo também está preso desde o dia 23 de maio, no Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), sob mandado de prisão expedido pelo juiz Marcos Faleiros.
O caso
Teriam sido vítimas do sistema clandestino, jornalistas, advogados, políticos e agentes públicos, que tiveram os sigilos telefônicos quebrados de forma irregular, porque foram inseridos em uma lista de suspeitos de tráfico internacional de drogas.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu investigação para apurar o caso das escutas ilegais porque o promotor afirma que o governador Pedro Taques (PSDB) tinha conhecimento do sistema irregular.
O governador nega a acusação e aponta que Zaque teria fraudado documento.
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