DO REPÓRTERMT
A execução de José Wallafe dos Santos, morto no dia 8 de agosto deste ano em um complexo habitacional de Várzea Grande, teria sido motivada pelas tatuagens que ele tinha. Criminosos ligados ao Comando Vermelho (CV) interpretaram os desenhos como símbolos do Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação foi confirmada hoje (5) pelo delegado Nilson Farias, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa, responsável pelas investigações.
Segundo o delegado, o grupo responsável pelo homicídio dava um “salve” em outra pessoa quando José passou pelo local e parou para observar a cena, o que chamou a atenção dos criminosos. Eles passaram então a questioná-lo sobre possível vínculo com facção.
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“Esse grupo estava praticando o famoso ‘salve’ em um cidadão no local, e a vítima desceu para olhar. Eles perguntaram se ele era “irmão” ou não e ele disse que não. Perguntaram se ele queria olhar a situação, quando uma das pessoas que estava ali identificou uma tatuagem do Tio Patinhas e começou a questionar a tatuagem dele. Depois, despiram ele e viram uma tatuagem que fazia alusão ao número três, que é da facção Primeiro Comando da Capital”, explicou Farias.
Mesmo negando a todo momento qualquer ligação com o PCC, José foi acusado de ser membro da facção rival. A situação piorou quando os criminosos foram até a esposa da vítima, pegaram o celular e exigiram a senha.
“Ninguém estava fornecendo a senha. Foi quando eles quebraram o braço dela”, relatou o delegado.
Farias também destacou que não há comprovação de que José ainda tivesse qualquer envolvimento com o crime organizado.
“Ele veio de Alagoas e, quando estava lá, teve problemas com o crime. Depois que veio pra cá, a informação que temos é que ele estava trabalhando como açougueiro e levando uma vida nova. Então, recentemente, não dá para afirmar que ele pertencia a nenhuma facção”, concluiu.
Ditadura Faccional CPX
A megaoperação Ditadura Faccional CPX, deflagrada pela Polícia Civil na manhã de hoje (5), mirou 10 faccionados envolvidos nos crimes de tortura, homicídio e ocultação de cadáver contra José Wallafe dos Santos, cometidos em agosto. Durante o cumprimento dos mandados de prisão temporária, um dos alvos, identificado como Bruno César Amorim Santos, vulgo Vasco/Véio, de 38 anos, foi morto em confronto com os policiais.
Três dos alvos estão foragidos. São eles: Guilherme da Silva, vulgo Formiga, de 20 anos; Fábio Luciano Ribeiro da Cruz, vulgo MN Boy, de 23 anos; e Michelly Gomes de Sousa, de 22 anos.
Já os presos foram identificados como Katiane da Silva Flôr Lara, de 32 anos; Samuel Galheiro dos Santos, vulgo SG; Diego da Silva Rodrigues, de 33 anos; Akillis Jr. Brandão Evangelista, de 26 anos; Joel Aparecido da Silva, vulgo Pé Fofo, de 34 anos; e Robert Assis de Oliveira, de 31 anos.
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