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26 de Dezembro de 2014, 14h:39 - A | A

POLÍCIA / ACUSADOS DE FRAUDE NO GOVERNO

Defesa de donos da Gráfica Print diz que perícia não provou adulteração de computadores da empresa

De acordo com advogado a perícia apontou só indícios de que os empresários sabiam da "Operação Edição Extra". Para a polícia eles teriam dificultado investigações sobre desvio de R$ 40 milhões

DA REDAÇÃO



Os advogados dos proprietários da Gráfica Print apontaram no pedido de relaxamento de prisão dos empresários que a perícia não provou que houve adulteração de dados ou hardwares que no intuito de impossibilitar andamento das investigações. Fábio e Dalme Defani foram liberados na última quinta-feira (25).

De acordo com o advogado Huendel Rolim, a perícia apontou apenas indícios de que os empresários saberiam previamente da operação. "O laudo traz algumas impressões pessoais, sem qualquer critério técnico, apontando, por exemplo, que até mesmo o baixo número de funcionários na Gráfica seria um indicativo de que ocorreria uma operação policial", afirmou.

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Segundo Rolim, a perícia fica em suspeição uma vez que foge dos aspectos técnicos. "Na verdade, a perícia perde sua credibilidade e até mesmo a fé pública, quando lança ilações desprovidas de elementos concretos", ressaltou.

Outro ponto fundamental para a revogação, no entendimento da juíza Maria Rose de Meira Borba, foi o fato dos empresários terem se apresentado espontaneamente. "Ressalta-se que os indiciados apresentaram-se espontaneamente perante a autoridade policial, para cumprimento dos mandados de prisão preventiva", diz trecho da decisão.

Para a defesa dos empresários, o Ministério Público está querendo transformar suposições em verdades, como o fato de afirmar que os proprietários da Gráfica 'bancam' agentes policiais para saberem dos passos da investigação.  "No que tange ao suposto vazamento da investigação, soa curioso a 'inversão' do ônus do sigilo recair sobre os empresários, uma vez que as autoridades responsáveis pela operação permanecerem por mais de 40 dias com os mandados em mãos", disse.

Para Rolim, já havia circulado matérias jornalísticas sobre a operação. "Existem notícias divulgadas pela imprensa há mais de 30 dias sobre uma suposta operação policial que envolveria o setor gráfico. Isso é público e também deveria ser investigado", argumentou. "O próprio pedido de prisão preventiva nós ficamos sabendo pela imprensa e não pelas autoridades policiais. Esses vazamentos também deveriam ser investigados e não usado contra os envolvidos na operação", reforçou.

Huendel Rolim disse ainda que os empresários foram ouvidos e estão prestando os devidos esclarecimentos. "Os proprietários da Gráfica nunca tiveram a intenção de atrapalhar as investigações, muito pelo contrário, estão colaborando desde o início para que os fatos sejam esclarecidos", explicou, reforçando ainda de que não houve adulteração de equipamentos e dados da empresa.

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Paulo 27/12/2014

Além de a mão no nosso dinheiro ainda crítica o laudo . com que autoridade ?

1 comentários

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