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Cuiabá, 13 de Junho de 2024
13 de Junho de 2024

29 de Maio de 2024, 16h:05 - A | A

POLÍCIA / CONFUSÃO EM NOVO MUNDO

Defensora pública detida em invasão de terra diz ter sido agredida por PM

A polícia afirma que Gabriela Beck teria dito aos posseiros que era direito deles invadir a área.

FERNANDA ESCOUTO
DO REPÓRTERMT



A defensora pública Gabriela Beck, que foi detida na segunda-feira (27) durante uma ação da Patrulha Rural da Polícia Militar contra a invasão de uma fazenda na cidade de Novo Mundo (765 km de Cuiabá), relata ter sofrido agressões físicas por parte dos policiais.

De acordo com Gabriela, ela estava no local a pedido de alguns invasores com intuito de “mediar o conflito”. Entretanto, ela pontua que foi tratada com rispidez pelo major responsável pela ação, após questioná-lo sobre a ausência de ordem judicial para a operação em andamento.

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Leia mais: PM expulsa invasores de terra em Novo Mundo; veja vídeo

Ela relata que estava gravando o ocorrido, quando o major pediu que o celular dela fosse entregue a ele. Após uma negativa, o militar teria puxado os cabelos de Gabriela e arrancado a sua bolsa com força, machucando o seu rosto.

A defensora pontua ainda que não sabe o motivo de ser tido detida.

A polícia afirma que Gabriela teria dito aos posseiros que era direito deles invadir a área. "Encorajou e estimulou os ocupantes a voltarem ao local das invasões, dizendo: 'Não era para ter saído, vocês têm que retomar a invasão. É um direito seus'", descreve o boletim policial.

A defensora foi detida e levada, no banco de trás da viatura, para a Delegacia de Polícia Civil de Guarantã do Norte (715 km de Cuiabá) para prestar esclarecimentos.

À imprensa, nessa terça-feira (28), a defensora pública-geral de Mato Grosso, Maria Luziane Ribeiro, disse que vai fazer representações ao Conselho Nacional de Direitos Humanos, ao Ministério Público de Mato Grosso e ao Comando Geral da Polícia Militar para que façam uma investigação independente sobre a prisão e possível agressão sofrida por Gabriela Beck.

"Mesmo tendo se identificado como defensora e estando usando camiseta da Defensoria Pública, ela foi detida, evidenciando todo o desrespeito dos policiais. Vamos exigir uma investigação independente do caso e punições imediatas", pontuou Luziane de Castro.

Procurada pela reportagem, a Polícia Militar não quis se manifestar.

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walter liz 31/05/2024

a sra vai investigar tambem o que a defensora estava fazendo no local da ocorrencia, pela logica ela não deveria estar ali naquele momento, ou seja ela foi atraz de confusão e encontrou,

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Pedro Sosa 30/05/2024

Orgulho de morar num estado onde quem desrespeita a propriedade privada é tratado como merece!

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2 comentários

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