FERNANDA ESCOUTO
DO REPÓRTERMT
O corregedor Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luis Felipe Salomão, determinou a abertura de investigação para apurar possíveis irregularidades na atuação do juiz federal Guilherme Mechelazzo Bueno, que concedeu a soltura de Rosivaldo Herrera Poquiviqui e Marcos Antônio Rodrigues Lopes, flagrados no último sábado (06), transportando 420 kg de drogas na região da fronteira, entre o Brasil e a Bolívia.
Leia mais: Dupla é solta pela Justiça após ser presa com mais de 400 kg de drogas
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
“Há necessidade de se investigar, na esfera administrativa, se há alguma irregularidade na atuação do juiz federal ao macular o previsto na Constituição Federal, na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) e no regramento traçado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em especial envolvendo a adequação da sua atuação ao regramento pertinente ao plantão e ao juiz natural”, disse o corregedor.
Na decisão que soltou a dupla, o magistrado alegou que Rosivaldo e Marcos Antônio não eram criminosos e somente o fato de morarem na divisa do Estado e a Bolívia, já era “um elemento favorável à liberdade, pois eles são pobres e apenas quiseram aproveitar a oportunidade de ganhar dinheiro fácil sendo mulas”. Mula é a pessoa usada por traficantes para transportar droga por fronteiras policiadas.
Porém, Marcos Antônio era considerado foragido, pois foi condenado na comarca de Tangará da Serra (252 km de Cuiabá) a 10 anos e 10 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de organização criminosa e tráfico de drogas.
Apesar de terem sido soltos no domingo (7), já na segunda-feira (8) o juiz Francisco Antônio de Moura Júnior, da 1ª Vara Federal de Cáceres (212 km de Cuiabá), revogou a medida e determinou uma nova prisão à dupla.
Leia mais: Juiz revoga decisão e manda traficantes de volta para a cadeia
O caso gerou grande repercussão, inclusive o corregedor usou matérias jornalísticas sobre a soltura dos traficantes, para subsidiar o pedido de investigação contra o primeiro magistrado.
Leia mais: Mauro estuda denunciar ao CNJ juiz federal que liberou traficantes presos com 420 kg de drogas














