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28 de Setembro de 2026, 15h:30 - A | A

POLÍTICA / TELHADO DE VIDRO

Wellington Fagundes promete renunciar se for comprovado uso de incentivos fiscais por sua família

Candidato ao governo de Mato Grosso reage após levantamento jornalístico apontar milhões em benefícios tributários a empresas ligadas a ele e a seu vice, Reinaldo Morais.

Karine Arruda/RepórterMT

WF ataca incentivo fiscal, mas empresas da família recebem benefícios desde 2019

WF ataca incentivo fiscal, mas empresas da família recebem benefícios desde 2019

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



O candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), declarou que renunciará caso seja comprovado que ele, sua esposa ou seus filhos receberam qualquer incentivo fiscal do governo estadual. A declaração foi dada hoje (28) ao Olhar Direto durante evento de panfletagem em Várzea Grande.

A reação ocorre após levantamento do jornal A Gazeta, elaborado a partir de dados da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), que apontou mais de R$ 3 milhões em benefícios tributários concedidos entre 2019 e 2025 a empresas ligadas ao senador e a familiares diretos.

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Segundo os dados, entre os negócios mapeados estão a Zootec (com R$ 1,081 milhão), a Raça Agro Norte (administrada por João Antonio Fagundes Neto, filho do parlamentar, com R$ 1,037 milhão) e a SGM (com R$ 919,9 mil), totalizando cerca de R$ 3,04 milhões em incentivos no período.

Wellington defendeu sua trajetória de três décadas e meia na política e negou qualquer ato ilícito. "Agora eu posso dizer que eu estou há 36 anos e nunca recebi um real de incentivo fiscal. Eu desafio. Eu renuncio à minha candidatura se a minha afirmativa não fosse verdade. Ninguém. Estou dizendo de família direta, né? Minha mulher, meus filhos nunca receberam um real de incentivo fiscal".

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Os incentivos também envolveram a situação de seu candidato a vice, Reinaldo Morais (Novo), conhecido como "Rei do Porco". Empresas declaradas por Reinaldo à Justiça Eleitoral acumularam pelo menos R$ 96,7 milhões em renúncias de ICMS entre 2019 e 2025, montante concentrado em companhias como Pork Foods (R$ 80,1 milhões), Suinobras (R$ 16,6 milhões) e Spirulina Brasileira (R$ 22,8 mil), sendo a maior parte enquadrada em programas estaduais de desenvolvimento como o Prodeic e o Proder.

Ao ser confrontado se a crítica a incentivos fiscais não seria contraditória diante dos valores associados ao seu vice, Wellington argumentou que o cenário difere por conta da trajetória de Reinaldo no setor privado. "É diferente, porque o Reinaldo nunca foi político, ele não usou o governo para ter influência. O problema é o uso da máquina. O problema é usar a influência do governo para receber R$ 498 milhões".

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