Divulgação

Prefeito disse ter procurado a Secretaria de Segurança Pública e a Casa Civil após o assalto.
VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT
O prefeito de Rondonópolis (a 218 km de Cuiabá), Cláudio Ferreira (PL), afirmou hoje (28) que o ataque ao vereador Wesley Cláudio (Novo) teve motivação política. Líder do governo na Câmara Municipal, Wesley foi torturado durante um assalto à casa da família na madrugada de hoje. A declaração foi dada ao programa Bom Dia Cidade, da Rádio 104 FM.
“Isso é claro, é óbvio que foi um ataque político”, declarou Ferreira.
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O prefeito destacou sua proximidade com o parlamentar: “A grande maioria das pessoas sabe que o vereador Wesley Cláudio é nosso líder na Câmara Municipal. Ele era o meu assessor quando eu ainda era deputado estadual”.
Ferreira disse que a violência contra o vereador o deixou indignado. “Chegamos numa situação crítica de ter que conviver com a violência, a barbárie já dentro da política”, afirmou.
Ao comentar as agressões, acrescentou: “Ele estava em família, a esposa foi torturada, ele mesmo foi torturado. [...] Eu não aceito isso de jeito nenhum e não vou dar um passo atrás”.
O prefeito também afirmou ter procurado a Secretaria de Segurança Pública do Estado e a Casa Civil para tratar do caso. Disse que ainda não havia recebido retorno.
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O CASO
Conforme o boletim de ocorrência, os assaltantes invadiram a residência exigindo dinheiro. Eles afirmavam ter informações de que Wesley guardava cerca de R$ 1 milhão no local. Os criminosos levaram aproximadamente R$ 42 mil em espécie, além de celulares, bijuterias, alianças e o carro da família. A motivação política apontada pelo prefeito ainda não foi confirmada pela investigação.
Durante o assalto, Wesley levou uma coronhada na cabeça e teve a orelha direita cortada. A esposa dele, Fabiula Moreira, foi agredida e enforcada duas vezes. Os filhos do casal, de 18 e 9 anos, também foram agredidos, ameaçados e mantidos reféns. Após a fuga dos criminosos, o filho mais velho conseguiu se soltar e libertar a família.
Wesley e Fabiula foram encaminhados ao Hospital Regional. A Polícia Militar registrou a ocorrência como sequestro e cárcere privado, lesão corporal e roubo.













