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28 de Setembro de 2026, 10h:54 - A | A

POLÍCIA / ADVOGADO ASSASSINADO

Júri do caso Roberto Zampieri é marcado para esta terça-feira, mas ataque hacker ao TJMT gera incerteza

Sessão está marcada para as 9h, mas realização ainda depende de confirmação do TJMT após ataque hacker; Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho e Etevaldo Luiz Caçadini são acusados

TJMT

Os três réus acusados pelo homicídio de Zampieri: Antônio Gomes da Silva (apontado como o atirador), Hedilerson Fialho (apontado como intermediador e fornecedor da arma) e Etevaldo Luiz Caçadini Devargas (acusado de financiar o crime)

Os três réus acusados pelo homicídio de Zampieri: Antônio Gomes da Silva (apontado como o atirador), Hedilerson Fialho (apontado como intermediador e fornecedor da arma) e Etevaldo Luiz Caçadini Devargas (acusado de financiar o crime)

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



O julgamento de Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e do coronel da reserva do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023, em Cuiabá, esta marcado para esta terça-feira (29), às 9h, no Plenário da 1ª Vara Criminal de Cuiabá. A nova data foi definida após o Conselho de Sentença ser dissolvido por causa de um problema de saúde apresentado por um dos jurados durante a sessão, que foi iniciada no dia 28 de julho.

Contudo, após o ataque hacker aos sistemas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) no dia 21 de setembro, há incertezas se o julgamento será realizado. De acordo com a assessoria de imprensa da Corte, a confirmação deverá sair até o fim do dia. 

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No dia 28 de julho, o julgamento começou a ser realizado e seis testemunhas chegaram a ser ouvidas. Entre elas estavam os delegados da Polícia Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edison Ricardo Pick, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo.

Contudo, o julgamento precisou ser interrompido no segundo dia, 29 de julho, depois que um dos jurados passou mal durante a madrugada. Segundo o juiz José Mauro Nagib Jorge, que preside o Tribunal do Júri, o integrante do Conselho apresentou um quadro que, inicialmente, aparentava ser viral e precisava realizar exames, incluindo uma tomografia.

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Para preservar a saúde do jurado, dos demais integrantes do Conselho e das pessoas presentes no plenário, o magistrado determinou a dissolução do Conselho de Sentença e marcou uma nova sessão para esta terça-feira.

O crime

O advogado Roberto Zampieri foi assassinado no dia 5 de dezembro de 2025, em frente ao seu escritório, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. 

Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Antônio Gomes da Silva teria sido o executor do assassinato. Conforme a investigação, ele confessou ter feito os disparos e teria sido contratado para matar o advogado.

Hedilerson Fialho Martins Barbosa, integrante do Exército e instrutor de tiro, é acusado de atuar como intermediário. A denúncia aponta que ele teria feito a ligação entre o executor e os responsáveis pela contratação, além de fornecer a arma usada no crime.

Já Caçadini é acusado de participar da articulação e do financiamento da execução.

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O Ministério Público sustenta que o assassinato teria sido motivado por uma disputa judicial envolvendo a Fazenda Lagoa Azul, em Ribeirão Cascalheira, a 772 quilômetros de Cuiabá, avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões.

Zampieri atuava na defesa da parte contrária aos interesses do produtor rural Aníbal Manoel Laurindo, que havia perdido a posse provisória da propriedade. Segundo a acusação, Aníbal e a esposa, Elenice Ballarotti Laurindo, teriam contratado a morte do advogado por R$ 124.250, pagos antes do assassinato, e mais R$ 60 mil após a execução.

Além de Antônio, Hedilerson e Caçadini, outras seis pessoas foram denunciadas por envolvimento no crime. São elas: Aníbal Manoel Laurindo, Elenice Ballarotti Laurindo, Gilberto Louzada da Silva, Peterson Venites Komel Junior, Salezia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater.

Até o momento, apenas os três acusados pela execução serão submetidos ao Tribunal do Júri.

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