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27 de Outubro de 2026

09 de Junho de 2025, 10h:20 - A | A

POLÍCIA / FEBRE DE APOSTAS

Bando é alvo de operação por usar Jogo do Tigrinho para dar golpes

Investigados tinham senhas programadas para apresentar ganhos que eram divulgados para captar maior número de apostadores.

Reprodução

A operação foi deflagrada pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (9).

A operação foi deflagrada pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (9).

DO REPÓRTER MT



Quatro bandidos foram presos, nesta segunda-feira (9), durante a Operação Tiger Hunt, por envolvimento em um esquema de fraude que promovia lançamentos diários de novas plataformas de jogos online ilegais, em especial o Jogo do Tigrinho. A ação foi deflagrada pela Polícia Civil. 

Ordens judiciais foram cumpridas com foco na desarticulação de uma organização criminosa envolvida em crimes de lavagem de dinheiro, extorsão, estelionato, falsidade ideológica e exploração de jogos de azar. Além das prisões, a polícia cumpriu cinco mandados de busca e apreensão, além de sequestro de bens móveis e imóveis, quebra de sigilo bancário e sigilo telefônico, e suspensão das atividades econômicas das empresas.

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De acordo com as investigações da  Derf de Cáceres, o bando usava influenciadores digitais para dar golpe, por intermédio dos jogos onlines, em especial o do Tigrinho. Eles incentivavam seus seguidores a apostar pelos vídeos onde eles apareciam ganhando altos valores, em poucos segundos, e com apostas de valor baixo

Os investigados se valiam de uma versão de demonstração, que tinha senhas programadas para apresentar resultados vitoriosos no jogo de cassino online, o que não era verdade. Os ganhos fictícios serviam para captar um maior número de apostadores.

As investigações apontaram ainda, que organização comprava CPF de pessoas vulneráveis pelo valor de R$50 a R$100, forçando-as a realizar um cadastro em contas bancárias digitais, para utilizar em sites de apostas, bem como para lavar o dinheiro das empresas de que são sócios-proprietários.

Durante a investigação, constatou-se o aumento expressivo do patrimônio dos investigados, que adquiriram veículos de luxo, imóveis, motoaquática, joias, além de viagens para destinos turísticos, inclusive frequentando restaurantes caros, ostentando uma vida que a população média não tem acesso.

A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil por meio da operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, que tem intensificado o combate às facções criminosas em todo o Estado.

Álbum de fotos

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