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Cuiabá, 25 de Junho de 2026
25 de Junho de 2026

25 de Junho de 2026, 08h:47 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO FALSA VANTAGEM

Bando cobrou R$ 150 mil de família de condenado com promessa de anular pena usando influência no Judiciário em Cuiabá

Bando afirmava ter acesso à servidora responsável pelas decisões judiciais e cobrava o pagamento em espécie para garantir a anulação da condenação. 

EDUARDA FERNANDES
DO REPÓRTERMT



Familiares de um condenado pagaram R$ 150 mil a integrantes de um grupo suspeito de prometer influência em decisões judiciais para anular uma pena imposta pela Justiça. O caso é investigado pela Polícia Civil, que deflagrou hoje (25) a Operação Falsa Vantagem, em Cuiabá.

De acordo com as investigações, o grupo afirmava ter acesso à servidora responsável pelas decisões judiciais e cobrava o pagamento em espécie para garantir a anulação da condenação. 

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Durante a ação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão contra investigador por participação no esquema, entre eles um advogado, bacharéis em Direito, um policial penal e uma servidora pública do Poder Judiciário.

Segundo a Polícia Civil, a solicitação do dinheiro em espécie teria sido uma forma de dificultar o rastreamento financeiro dos valores. Apesar da promessa feita aos familiares, a condenação não foi anulada. Conforme apurado, houve apenas a redução da pena do condenado.

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Insatisfeito com o resultado, o beneficiário passou a exigir a devolução do valor pago. A circunstância também é alvo da investigação.

A operação foi deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco). As investigações apuram os crimes de extorsão, exploração de prestígio, estelionato, corrupção e organização criminosa.

Segundo o delegado Marlon Luz, responsável pelas investigações, os mandados têm o objetivo de apreender celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam auxiliar no esclarecimento dos fatos e na identificação de outros possíveis envolvidos.

A Polícia Civil também busca apurar como o esquema funcionava, se a prática era recorrente, desde quando o grupo atuava e se existem outras vítimas.

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