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Domingo, 23 de Outubro de 2011, 07h:52 - A | A

MUNDO CÃO

Assassinato do jornalista Auro Ida custou uma pistola 380mm

Assassino teria ficado com pistola 380mm que, no mercado negro, sai por R$ 2 mil

DIÁRIO DE CUIABÁ

As investigações do assassinato do jornalista Auro Ida apontam que a morte dele custou cerca de R$ 2 mil, sendo R$ 1 mil para o intermediário e uma pistola calibre 380mm, ao custo também de R$ 1 mil no “mercado negro”, que ficou com o executor. O pagamento teria sido feito pelo mandante do crime, o comerciante Rubens Alves de Lima, que está foragido.

Já estão presos o pistoleiro Evair Peres Madeira, o “Beibe”, e o intermediário, Sandro da Silva, responsável em localizar Evair, que aceitou a proposta de crime de encomenda. A partir daí, começaram a planejar o crime. Auro Ida foi executado com seis tiros de pistola no dia 21 de julho deste ano no Jardim Fortaleza, em Cuiabá.

Conforme as investigações, o comerciante teria procurado Sandro para contratar um pistoleiro para um crime, mas não tinha avisado quem seria a vítima. A partir de uma procura no bairro, optou por Evair, recém-saído de uma unidade prisional. Este combinou ficar com a arma do crime como pagamento.

As evidências da participação de Evair aumentavam na medida em que testemunhas eram localizadas e ouvidas. Semanas após o crime, PMs apreenderam uma pistola que seria a arma do crime. O dono foi ouvido dias depois e negou a participação. “Ele (o dono da pistola) disse em bom tom para todos que todo mundo sabia que era o Beibe quem matou o jornalista e não sabia por que estava sendo ouvido por aquele crime”, lembrou um policial. Dias depois, o laudo de balística confirmou que a arma não era a usada no assassinato.

Os policiais acrescentaram que Rubens tinha recém-separado da jovem Bianca Nayara, de 19, que namorava o jornalista. Após o assassinato, Rubens chegou a ser localizado pelos policiais, mas, na ocasião, não havia provas de seu envolvimento. Familiares de Bianca apontavam Rubens como principal suspeito. Além da separação, o casal ainda tinha uma briga na Justiça.

Três meses depois, “as provas são robustas”, explicou um policial. Como as investigações estão “sob segredo de Justiça”, os policiais estão proibidos de fornecer detalhes das investigações.

Beibe e Sandro foram presos no Jardim Fortaleza e estão com a prisão temporária decretada por 30 dias, pela juíza da 1ª Vara Criminal da Capital, Mônica Catarina Perri de Siqueira.

Desde o início das investigações, os policiais já sabiam que era Beibe o autor do assassinato, mas a principal testemunha, a namorada de Auro, a jovem Bianca Nayara, de 19, resistia em fazer o reconhecimento. Assim que ela confirmou ser Beibe, o delegado Antônio Carlos Garcia descobriu que se tratava de um crime de mando, havendo também a figura do intermediário.

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