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Cuiabá, 05 de Junho de 2026
05 de Junho de 2026

16 de Dezembro de 2025, 11h:44 - A | A

POLÍCIA / JURADOS SERÃO TROCADOS

Após confusão com juíza e pressão da OAB, julgamento de policial civil que matou PM é anulado em Cuiabá

A sessão será remarcada para esta quarta-feira (17) com um novo Conselho de Setença

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri que julga o policial civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar a tiros o policial militar Thiago de Souza Ruiz, foi dissolvido na manhã de hoje (16). Com isso, a sessão de julgamento foi interrompida e anulada antes da decisão final.

Agora, um novo sorteio para definir os jurados do Conselho de Sentença será realizado nesta quarta-feira (17), para a retomada da sessão.

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O julgamento pelo Tribunal do Júri foi iniciado na tarde dessa segunda-feira (15), mas a sessão foi interrompida após um bate-boca entre a juíza da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, Mônica Perri, e os advogados responsáveis pela defesa do réu. Na ocasião, um dos advogados de Mário, Cláudio Dalledone Junior, se incomodou com a atuação da magistrada, que teria desrespeitado prerrogativas da advocacia.

O jurista acionou o Tribunal de Defesa das Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Mato Grosso (OAB-MT). Mesmo assim, Mônica Perri teria continuado desrespeitando as prerrogativas. Nesse momento, Cláudio Dalledone reforçou que havia chamado a OAB, e a juíza rebateu dizendo “que se dane a OAB” e pediu para que os advogados fossem retirados da sala.

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A sessão foi interrompida e marcada para ter continuidade na manhã desta terça-feira (16). No entanto, os advogados de defesa do réu foram impedidos de entrar no plenário do Tribunal do Júri. 

Logo nas primeiras horas do dia, advogados e representantes da OAB-MT se concentraram em frente ao Fórum de Cuiabá para protestar contra a atitude da magistrada, considerada desrespeitosa e inadmissível, podendo ser classificada como abuso de autoridade. Eles também foram impedidos de entrar no Fórum.

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À imprensa, Mário Dalledone afirmou que o Conselho de Sentença estava contaminado, sinalizando que pediria a suspensão do julgamento.

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