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24 de Outubro de 2026

16 de Dezembro de 2025, 11h:44 - A | A

POLÍCIA / JURADOS SERÃO TROCADOS

Após confusão com juíza e pressão da OAB, julgamento de policial civil que matou PM é anulado em Cuiabá

A sessão será remarcada para esta quarta-feira (17) com um novo Conselho de Setença

TJMT

Julgamento teve início nessa segunda (15), mas foi interrompido após confusão com juíza

Julgamento teve início nessa segunda (15), mas foi interrompido após confusão com juíza

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri que julga o policial civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar a tiros o policial militar Thiago de Souza Ruiz, foi dissolvido na manhã de hoje (16). Com isso, a sessão de julgamento foi interrompida e anulada antes da decisão final.

Agora, um novo sorteio para definir os jurados do Conselho de Sentença será realizado nesta quarta-feira (17), para a retomada da sessão.

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O julgamento pelo Tribunal do Júri foi iniciado na tarde dessa segunda-feira (15), mas a sessão foi interrompida após um bate-boca entre a juíza da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, Mônica Perri, e os advogados responsáveis pela defesa do réu. Na ocasião, um dos advogados de Mário, Cláudio Dalledone Junior, se incomodou com a atuação da magistrada, que teria desrespeitado prerrogativas da advocacia.

O jurista acionou o Tribunal de Defesa das Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Mato Grosso (OAB-MT). Mesmo assim, Mônica Perri teria continuado desrespeitando as prerrogativas. Nesse momento, Cláudio Dalledone reforçou que havia chamado a OAB, e a juíza rebateu dizendo “que se dane a OAB” e pediu para que os advogados fossem retirados da sala.

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A sessão foi interrompida e marcada para ter continuidade na manhã desta terça-feira (16). No entanto, os advogados de defesa do réu foram impedidos de entrar no plenário do Tribunal do Júri. 

Logo nas primeiras horas do dia, advogados e representantes da OAB-MT se concentraram em frente ao Fórum de Cuiabá para protestar contra a atitude da magistrada, considerada desrespeitosa e inadmissível, podendo ser classificada como abuso de autoridade. Eles também foram impedidos de entrar no Fórum.

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À imprensa, Mário Dalledone afirmou que o Conselho de Sentença estava contaminado, sinalizando que pediria a suspensão do julgamento.

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