Karine Arruda/RepórterMT

O advogado também acredita que o julgamento do executor será concluído ainda nesta quarta-feira.
EDUARDA FERNANDES
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
O advogado da família de Renato Nery, Walmir Cavalhieri, estima que o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva poderá ser condenado a uma pena entre 20 e 25 anos de prisão pelo assassinato do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).
A declaração foi dada na manhã de hoje (15), antes do início do júri popular, realizado no Fórum de Cuiabá. Alex é o primeiro dos réus a ser julgado pelo homicídio do advogado, executado a tiros em frente ao próprio escritório, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em 5 de julho de 2024.
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Questionado sobre a possível condenação, Cavalhieri afirmou que a pena deve considerar tanto o homicídio qualificado quanto o porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. "É um crime cuja pena parte de 12 anos. Aí vem também o porte ilegal de arma, porque ele não é policial e utilizou arma de uso restrito. Eu espero que fique em torno de 20 a 25 anos", afirmou.
O advogado também disse acreditar que o julgamento será concluído ainda nesta quarta-feira.
"Creio que tudo irá ocorrer e finalizar nesta data."
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Veja vídeo:
Réu confessou execução
Alex Roberto de Queiroz Silva confessou à Polícia Civil ter sido o autor dos disparos que mataram Renato Nery. Conforme as investigações, ele teria aceitado executar o crime mediante promessa de pagamento de R$ 215 mil.
O Ministério Público sustenta que o homicídio foi encomendado pelos empresários Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi em razão de uma disputa judicial envolvendo uma área rural de mais de 12 mil hectares, avaliada em mais de R$ 30 milhões, no município de Novo São Joaquim.
Segundo a denúncia, o sargento da Polícia Militar Heron Teixeira Pena Vieira teria atuado como intermediário entre os supostos mandantes e o executor. Outros quatro policiais militares também respondem ao processo, acusados de forjar um confronto policial para ocultar a arma utilizada no assassinato.
O júri desta quarta-feira marca o início da fase de julgamentos dos envolvidos no caso. Os demais réus ainda aguardam definição judicial, uma vez que apresentaram recursos que continuam em tramitação.












