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28 de Março de 2023, 07h:00 - A | A

PODERES / CONCESSÃO DA BR-163

Wellington: Ninguém aceita pagar pedágio por buracos; não dá para aguentar mais 30 dias

Parlamentar cobrou rapidez na transferência da concessão da Rota do Oeste para o Governo do Estado.

Pedro França/Agência Senado

Segundo o senador, só faltam os pareceres técnicos do TCU para resolver a questão.

Segundo o senador, só faltam os pareceres técnicos do TCU para resolver a questão.

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTER MT



O senador Wellington Fagundes (PL) cobrou celeridade no processo de transferência da concessão da BR-163 para a MT Par, empresa administrada pelo Governo do Estado. As negociações estão em curso desde o ano passado.

“Eu vou praticamente toda semana de Cuiabá para Rondonópolis e vice-versa. Eu, como senador, entrei inclusive com ação junto à Procuradoria da República. E com certeza ninguém aceita ficar pagando pedágio com a estrada esburacada. É claro, que além das obras também tem o serviço ao usuário, saúde, enfim tudo isso que também é prestado pela concessionária, mas não dá pra continuar mais 30 dias, não”, disse o parlamentar, nessa segunda-feira (27).

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Segundo Fagundes, só faltam os pareceres do Tribunal de Contas da União para que a concessão possa ser assumida. Isso é possível porque o Governo do Estado já fechou acordos com todos os credores da Rota do Oeste, inclusive com a Caixa Econômica Federal, que ainda vai formalizar a negociação na próxima reunião do Conselho de Administração, prevista para ser realizada até 15 de abril.

“As negociações com os bancos também já foram todas concluídas e isso vai permitir, então, se o Estado assumir o mais rápido possível, já entrar com a execução de obras. O governo já tem, segundo declarado pelo governador, R$ 1,2 bilhão para executar obras em curtíssimo prazo. Então é extremamente importante que a gente resolva o mais rápido possível”, disse Wellington.

O senador da República destacou os esforços que vêm sendo dispendidos tanto pelo governador Mauro Mendes, quanto por parte das equipes técnicas da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) e do Ministério dos Transportes, para que se consiga finalizar as negociações.

“Esse caminho é o caminho mais curto, é o melhor caminho, não tenho dúvida. Porque uma relicitação demoraria muito. (...) Essa é uma verdadeira luz no fundo do túnel. Por isso a gente espera que seja o mais rápido possível”, concluiu.

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