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Cuiabá, 22 de Julho de 2024
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17 de Outubro de 2017, 07h:00 - A | A

PODERES / CASA DOS HORRORES

Vereadores desistem de cassação de colega por quebra de decoro

O vereador Felipe Wellaton corria o risco de perder o mandato, devido a desentendimentos sobre a ação que moveu contra a suplementação de R$ 6,7 milhões à Câmara.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



Os vereadores de Cuiabá sinalizam que vão voltar atrás e desistir de protocolar na sessão desta terça-feira (17), o pedido à Comissão de Ética para investigar o colega Felipe Wellaton (PV), por quebra de decoro parlamentar.

"Ele próprio admitiu que errou e que não era essa sua intenção. Então não queremos criar situações na Câmara e não há qualquer representação contra ele”, disse o vereador Renivaldo.

A medida poderia resultar em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e culminar na cassação do mandato do parlamentar. Nos bastidores da Câmara Municipal, os vereadores especulavam que ao menos 18, dos 25 parlamentares, iriam apoiar o pedido.

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No entanto, o vereador Renivaldo Nascimento (PSDB), que era um dos principais críticos da postura de Wellaton, admitiu ao , não existir qualquer representação contra o colega no Legislativo municipal.

“Havia uma dúvida em relação ao fato de que na ação protocolada na Justiça, ele teria citado que os vereadores tivessem sido comprados para apoiar o prefeito. Mas ele próprio admitiu que errou e que não era essa sua intenção. Então não queremos criar situações na Câmara e não há qualquer representação contra ele”, disse o vereador tucano.

A investigação contra Wellaton começou a ser articulada após ele apresentar uma ação judicial que resultou na suspensão da suplementação de R$ 6,7 milhões da Prefeitura para a Câmara, o que levou a Mesa Diretora a demitir 460 comissionados, alegando falta de verba, no início da semana passada.

“A ação foi legítima, tanto que a Justiça deferiu. O problema, na verdade, é a falta de gestão na Câmara e uma má vontade do Executivo com o Legislativo”, afirmou Wellaton.

Felipe Wellaton defendeu a ação e disse não ter, em nenhum momento, levantado questionamentos contra vereadores. Ele ainda disse que a suplementação não deveria ser necessária, uma vez que o Legislativo contava com orçamento de R$ 42 milhões.

“A ação foi legítima, tanto que a Justiça deferiu. O problema, na verdade, é a falta de gestão na Câmara e uma má vontade do Executivo com o Legislativo”, afirmou.

O vereador do PV declarou não ter se articulado para evitar uma investigação pelos colegas e vê com tranquilidade caso uma possível CPI seja aberta.

“Se chegar a esse ponto, vou conversar com cada um e mostrar que não houve má-fé na minha ação. Tenho o apoio de vários colegas e estou tranquilo em relação a isso”, comentou Wellaton.

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Paulo Mattos 17/10/2017

A Câmara cometeria um verdadeiro absurdo, que não encontraria guarida em qualquer preceito constitucional e legal, se resolvesse instaurar um Processo de Cassação contra o Vereador Wellaton. Na verdade, o parlamentar, no meu modesto entendimento, não cometeu nenhum deslize legal e dentre aqueles estabelecidos no Regimento Interno da Câmara e nos comandos legais que pudessem obstar a sua atuação como Vereador de nossa Capital. Essa história, possui embutida outras histórias que ainda não vieram a público e que culminaram sim em prejudicar mais de quatrocentos e sessenta pais e mães de famílias que prestavam relevantes serviços às atividades daquele Parlamento. Wellaton, tentando obter dividendos políticos e do alto de sua baixa destreza política, tentou se aproveitar de um momento de convulsão para angariar simpatias que lhe fugiram entre os dedos, resultando no entendimento de que ele tenha sido um dos causadores dessas demissões, o que não é verdade. Embora antipatizado por significativa parcela de funcionários do Parlamento e por seus próprios pares, Wellaton, com todos os seus defeitos, e não estou aqui a apontá-los, agiu dentro dos ditames da democracia e disso não podemos reclamar.

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Cobrador 17/10/2017

Sol a sol?

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Orlando 17/10/2017

Sra. Aninha, quem paga o pato é a sociedade, que vê seu dinheiro (confiscado pelos inúmeros impostos) ser disperdiçado nos diversos órgãos, incluindo a Câmara dos Vereadores, ao serem usados como cabide de empregos! 460 (quatrocentos e sessenta) comissionados??? Isso é um disparate!!! Se dividir por vereador não vai caber nos gabinetes!!! Emprego público é para CONCURSADOS e não para quem faz campanha nas eleições! Parabéns, Wellaton! Não votei em você nas últimas eleições, mas ganhou meu respeito com essa atitude!

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aninha 17/10/2017

É a sua intenção não era essa né Vereador??? mas agara é tarde para arrependimentos porque quem pagou o ''pato'' foi os 460 servidores, pais de famílias que trabalham de sol a sol e vc sabe disso que foram exonerados, que agora estão na rua. Lamentável!

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4 comentários

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