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Cuiabá, 15 de Julho de 2024
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31 de Outubro de 2017, 13h:41 - A | A

PODERES / GRAVAÇÃO EDITADA

Vereador assina CPI e aponta fatos novos contra prefeito Emanuel

O vereador Diego Guimarães é o oitavo a assinar o pedido de abertura da CPI, sendo necessárias nove adesões. Ele considerou que o prefeito Emanuel Pinheiro não ter entregue às autoridades uma gravação sobre a delação de Silval Barbosa uma falha grave.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



O vereador Diego Guimarães (PP) assinou nesta terça-feira (31) o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), flagrado em vídeo recebendo propina para apoiar o ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

“Eu estava de licença quando o vídeo veio a público e sempre me posicionei de forma favorável à abertura da CPI. Agora, estamos diante de fatos novos, graves, e acredito que os colegas não podem se furtar diante disso”, afirmou o vereador Diego Guimarães.

Diego é o oitavo vereador a assinar o pedido de abertura da CPI, sendo necessárias nove adesões. Ele acredita ser possível buscar o convencimento de ao menos mais um colega para garantir a investigação contra Emanuel.

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“Eu estava de licença quando o vídeo veio a público e sempre me posicionei de forma favorável à abertura da CPI. Agora, estamos diante de fatos novos, graves, e acredito que os colegas não podem se furtar diante disso”, afirmou o progressista.

O vereador pontuou que os “fatos novos” dizem respeito ao áudio encontrado pela Polícia Federal na casa do prefeito, durante a Operação Malebolge, em setembro, que tentava provar que o vídeo apresentado na delação de Silval Barbosa seria uma “armação”.

No entanto, a perícia da PF apontou uma possível edição no conteúdo da gravação. A PF observou que a transcrição não corresponde com a conversa gravada na casa do ex-chefe de gabinete de Silval, Sílvio Corrêa, pelo o ex-secretário de Minas e Energia do Estado, Alan Zanatta.

Para Diego Guimarães, Emanuel “trouxe” para seu mandato como prefeito a carga do mandato anterior, como deputado estadual, quando foi filmado por Silvio enchendo os bolsos do paletó com R$ 20 mil em espécie.

“Eu fujo desse argumento de que o fato seria anterior, por isso não caberia à Câmara investigar. Foi encontrado um áudio de um delator, juntamente com o ex-secretário envolvido na delação. O prefeito não trouxe o áudio para as autoridades competentes. Apenas veio à mão da autoridade competente no momento de uma busca e apreensão. No momento que ele teve acesso a esse áudio, no meu entender, deveria ter encaminhado à autoridade competente. Como não fez, penso eu que ele também traz para dentro do seu mandato toda essa carga anterior, envolvida desde o vídeo da delação. Isso precisa de explicação”, pontuou o parlamentar.

O pedido de CPI foi apresentado pelo vereador Marcelo Bussiki (PSB) e também conta com as assinaturas dos vereadores Abílio Brunini (PSC), Joelson Amaral (PSC), Elizeu Nascimento (PSDC), Felipe Wellaton (PV), Dilemário Alencar (Pros) e Gilberto Figueiredo (PSB).

Nos bastidores da Câmara Municipal cogitava-se que a nona adesão à CPI seria do vereador Marcos Veloso (PV), porém, na tribuna, o parlamentar negou a intenção de assinar o pedido de investigação.

Na defesa de Emanuel, o vereador Renivaldo Nascimento (PSDB) afirmou que não cabe aos vereadores a condução da investigação contra o prefeito.

“A investigação já está sendo conduzida pela Justiça e pela Polícia Federal, que são as autoridades competentes para isso. Os vereadores não fariam uma apuração melhor do que a que já está sendo feita, ainda mais por ser uma questão que teria ocorrido durante o mandato como deputado estadual. Não cabe à Câmara investigar atos anteriores ao mandato do prefeito”, declarou Renivaldo.

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