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Cuiabá, 17 de Junho de 2026
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22 de Abril de 2017, 07h:40 - A | A

PODERES / LAVA JATO

Taques quer benefício da dúvida para tucanos citados em esquema

Para Taques, que foi procurador da República por 15 anos, “todo cidadão que é político está sujeito à investigação. A investigação não significa condenação. E processo não significa condenação. E todo cidadão que é político está sujeito a isso”

ALCIONE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO



Apesar de nomes de vários tucanos terem sido citados como beneficiários do esquema de distribuição de propina por delatores da Operação Lava Jato, o governador Pedro Taques (PSDB) acredita que eles merecem o benefício da dúvida.

Para Taques, que foi procurador da República por 15 anos, “todo cidadão que é político está sujeito à investigação. A investigação não significa condenação. E processo não significa condenação. E todo cidadão que é político está sujeito a isso”, minimizou.

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Entre os colegas de partido citados no esquema de corrupção está o presidente do PSDB nacional, senador por Minas Gerais, Aécio Neves. Com o codinome de “mineirinho”, Aécio aparece na planilha de pagamentos do setor de propina da construtora.

Ele teria recebido dinheiro não declarado da empreiteira través de conta bancária em Nova York. O pagamento seria uma espécie de contrapartida ao atendimento de interesses da empresa em obras como a Cidade Administrativa, construída em Minas Gerais. O relato foi feito pelo ex-presidente da Odebrecht, Benedicto Júnior.

No início do mês, o governador chegou a assinar uma nota junto com outras lideranças do PSDB em defesa de Aécio Neves e contra uma reportagem de uma revista nacional que dizia que o senador mineiro teria recebido propina. A nota assinada por Taques e lideranças tucanas afirmava que a revista Veja trazia falsas acusações contra Aécio. Além disso, acusava a publicação de gerar perplexidade em todo país e lembrava que o advogado de Benedicto Júnior negava que o cliente tivesse delatado Aécio.

Porém, dias depois o relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou abertura de cinco inquéritos contra Aécio.

Outro nomes apresentado na lista de investigados feita, são do governador tucano de São Paulo, Geraldo Alckmin e os ministros do Governo Michel Temer (PMDB), Aloysio Nunes (PSDB) e Bruno Araújo (PSDB).

Os crimes mais frequentes descritos nas delações são de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, e há também informações de formação de cartel e fraude a licitações.

“Eu não vou julgar, porque não vi os processos, não li os documentos”, comentou Pedro Taques. “Poderia citar aqui 35 petistas que estão presos, como por exemplo, o João Vaccari Neto, que está preso e é ex-tesoureiro. Delúbio Soares está preso, ex-tesoureiro. José Dirceu está preso, ex-presidente do PT. Tem petista de todo lado preso”, comparou.

“Temos que dar o contraditório, a ampla defesa, para essas pessoas. A delação premiada, a colaboração, é um grande instrumento da investigação. Mas precisa ser provada no decorrer do processo”, relativizou. 

Em Mato Grosso não surgiu nenhum nome do PSDB envolvido no esquema. Entretanto, 13 pessoas do Estado já apareceram nos documentos emitidos pela Procuradoria-Geral da República.

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Maria 22/04/2017

A única dúvida que temos é quanto roubaram, meu caro Pedro Taques. E pode ter certeza, defende-los te custará mais caro do que não pagar a RGA.

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Carlos Nunes 22/04/2017

Pois é, enquanto ele duvida...os delatores premiados tem certeza, porque foram eles que correram a propina. O assombro dessa delação é: 1) os delatores dizerem que em todas as campanhas corre propina, generalizaram. 2) que a maioria das doações que entra no TRE carimbadas como legais, são pagamento de propina também, fruto de acordo antipatrióticos, tais como ganhar licitações milionárias. 3) que muitas provas já podem ter sido destruídas a mando dos corruptos. Ontem o Ricardo Boechat, no Jornal da Band, disse que....não acredita que o corruptor destruiu prova nenhuma, e elas estariam guardadas em algum lugar, e serão apresentadas depois. Isso daria um baita de dossiê.

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2 comentários