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14 de Maio de 2018, 13h:12 - A | A

PODERES / PROPINA NO DETRAN

Taques manda investigar direção por não cumprir decreto contra EIG Mercados

A Empresa é alvo do Gaeco por esquema de propina na autarquia. "A minha determinação precisa ser cumprida e o Detran vai ter que responder a isso e mostrar para todo mundo”, afirmou o governador

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Thiago França, com microfone ao lado de Taques, não cumpriu decreto

Thiago França, com microfone ao lado de Taques, não cumpriu decreto

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



O governador Pedro Taques (PSDB) admitiu que, embora tenha decidido pela suspensão do contrato do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) com a EIG Mercados, o decreto de intervenção não está sendo cumprido, mesmo após 40 dias.

“Quero saber também, tanto que já determinei ao controlador-geral do Estado [Ciro Rodolpho Gonçalves] que tome as providências, inclusive criminais, porque o Detran não seguiu o decreto. A minha determinação precisa ser cumprida e o Detran vai ter que responder a isso e mostrar para todo mundo”, afirmou o governador.

Taques pontuou, no entanto, que já determinou que a Controladoria-Geral do Estado (CGE) tome as providências, inclusive criminais, para responsabilizar a administração do Detran, sob presidência de Thiago França.

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“Quero saber também, tanto que já determinei ao controlador-geral do Estado [Ciro Rodolpho Gonçalves] que tome as providências, inclusive criminais, porque o Detran não seguiu o decreto. A minha determinação precisa ser cumprida e o Detran vai ter que responder a isso e mostrar para todo mundo”, afirmou o governador, durante coletiva de imprensa, no Palácio Paiaguás, nesta segunda-feira (14).

A intervenção no contrato da autarquia com a EIG foi assinada em fevereiro, após a deflagração da Operação Bereré, que investiga desvio de dinheiro, fraudes em licitação a pagamento de propina na ordem de R$ 27,7 milhões.

O decreto tem validade de 180 dias, a partir de abril, e os serviços de gravame dos veículos, prestados pela EIG, deveriam ser fornecidos e pagos ao Estado, em uma conta própria. No entanto, os pagamentos ainda estão sendo destinados à empresa.

O chefe do Executivo pontuou ter feito todas as ações necessárias, desde o início de sua gestão, em 2015. Auditorias foram realizadas no Detran, documentos que também foram utilizados para embasar o decreto de intervenção.

“Até as pedras do Rio Cuiabá sabiam que tinha algo errado no Detran, mas não tínhamos, nem o Ministério Público, os detalhes, que vieram à tona com a delação do ex-governador Silval Barbosa”, disse.

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