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O governador Pedro Taques garantiu que repassará até sexta-feira (2), o restante do passivo de R$ 162 milhões junto aos hospitais regionais e unidades de saúde.
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PSDB) pontuou nesta quinta-feira (1º) que a Saúde pública é um problema da sociedade e que “todos têm que dar a parcela de contribuição” para resolver a questão dos atrasos nos repasses aos hospitais regionais e municípios.
Taques se referiu às propostas de medidas que devem ser adotadas para garantir mais recursos para a Saúde. Entre elas, o uso de parte do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) e a diminuição do duodécimo dos poderes.
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“Ainda não temos uma definição e isso vai ocorrer em conjunto. Vamos conversar com todos e encontrar uma solução. O problema é da sociedade de Mato Grosso e todos têm que dar a parcela de contribuição”, disse o governador.
O uso do Fethab, tanto o Commodities, quando do Óleo Diesel, tem sido bastante criticado pelo setor do agronegócio e pelos prefeitos dos municípios do interior. A proposta era de que se utilizasse 50% dos repasses aos municípios na saúde, assim como parte do Fethab Commodities, que é cobrado do agronegócio e tem destinação à manutenção de estradas estaduais.
“Ainda não temos uma definição e isso vai ocorrer em conjunto. Vamos conversar com todos e encontrar uma solução. O problema é da sociedade de Mato Grosso e todos têm que dar a parcela de contribuição”, disse o governador.
O setor produtivo não concorda com a diminuição dos recursos do Fethab na infraestrutura e Taques encontra no próprio Governo, um opositor. O vice-governador Carlos Fávaro (PSD) admitiu que não defende o uso do Fethab Commodities na Saúde.
“Sou contra, junto com o setor do agronegócio, porque esses recursos têm destinação específica e não devem ser utilizados para outro fim. A saúde é uma prioridade, mas defendo que se utilize recursos do Fethab Óleo Diesel”, pontuou Fávaro.
Taques, no entanto, minimizou a declaração do vice-governador. “Fávaro está fechado conosco”, pontuou.
Em relação à diminuição dos repasses do duodécimo dos poderes, o governador informou que se reunirá com os chefes das instituições. Até o momento, apenas o Tribunal de Justiça e o Tribunal de Contas do Estado se manifestaram contrários à proposta, alegando já ter compromissos financeiros com os recursos.
A curto prazo, o governador garantiu que repassará até sexta-feira (2), o restante do passivo de R$ 162 milhões junto aos hospitais regionais e unidades de saúde. Na semana passada, R$ 67 milhões já haviam sido quitados.
“Está saindo da fonte 100, são recursos próprios do Estado. Algumas dívidas, no entanto, não serão quitadas por razão documental, já que alguns hospitais e procedimentos não tem o documento correto e não vamos pagar sem saber se o serviço ou procedimento foi de fato prestado”, disse o governador.
“Precisamos buscar a solução a médio e longo prazo. Precisamos de recurso novo. O Estado brasileiro está em crise e o governador não tem a fábrica de dinheiro”, concluiu Taques.
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