CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PSDB) rebateu as acusações do ex-presidente da Agência Estadual de Serviços Públicos (Ager), Eduardo Moura (PSD), que declarou ter sido alvo da Operação Rota Final, na semana passada, por retaliação do chefe do Executivo.
Taques classificou as acusações como “conversa fiada e lenga-lenga” e descartou ter tido qualquer influência nas ações do Ministério Público do Estado (MPE).
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“Se eu fosse Bidu, Valter Mercado, Mae Diná, professor King pra adivinhar o que o MPE faz. Imagina se eu teria condições de mover o Naco? Imagine se eu tivesse o poder de mover desembargadores do TJ [Tribunal de Justiça]? Isso é conversa fiada”, disse.
Eduardo Moura foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal no dia 25 de abril, um dia depois de assinar uma carta-manifesto, junto a outros 30 ex-aliados, pontuando os motivos porque deixaram de apoiar a reeleição de Taques.
“Se eu fosse Bidu, Valter Mercado, Mae Diná, professor King pra adivinhar o que o MPE faz. Imagina se eu teria condições de mover o Naco? Imagine se eu tivesse o poder de mover desembargadores do TJ [Tribunal de Justiça]? Isso é conversa fiada”, disse Taques.
Na ocasião, ele afirmou não saber por que estaria sendo alvo de processo, que investiga fraudes na licitação do transporte intermunicipal. Moura foi citado pelo MPE por supostamente tentar dificultar o certame.
“Se é reflexo da carta, não sei, mas é o estilo Pedro Taques de fazer política. Não estou dizendo que foi ele, não posso acusar. É tão recente que me custa crer que seja. Mas não me espantaria se fosse”, declarou o ex-presidente da Ager, no dia da operação.
“Desde que sou procurador da República esse tipo de insinuação existe. Por que não acusa a quem determinou a prisão? Tem que parar com essa lenga-lenga. Objetivamente é isso”, rebateu o governador.
Questionado se teria percebido que Eduardo Moura estaria supostamente tentando atrasar a licitação, o governador disse apenas nunca ter notado nenhuma ingerência da parte do ex-presidente da Ager.
“Quero dizer que as investigações vão prosseguir e eu confio nas instituições”, concluiu Taques.
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