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Cidinho só assumiu a vaga de senador após Blairo Maggi ser convidado por Michel Temer para comandar Ministério.
FLÁVIA BORGES
DA REDAÇÃO
O senador Aparecido dos Santos (PR), o Cidinho, é alvo de mandados de busca e apreensão determinados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, após ser citado pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB) como ‘garoto de recados’ do atual ministro de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi. Os documentos apreendidos na casa de Cidinho já estão na sede da PF, em Cuiabá.
Na delação firmada junto à Procuradoria Geral da República (PGR), Silval afirma que, enquanto esteve preso no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), onde permaneceu por quase dois anos, recebeu a visita de Cidinho afirmando que Maggi “daria um jeito” para ajudá-lo a sair da prisão.
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Cidinho é suplente de Maggi no Senado federal e assumiu o cargo quando Maggi foi convidado para ser ministro na gestão do presidente da República, Michel Temer.
Segundo Silval, que gravou a conversa, o senador teria dito que o senador Wellington Fagundes (PR) e o ministro Blairo Maggi (Agricultura) poderiam agir para barrar a Operação Ararath - investigação sobre corrupção, desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro que levou Silval à prisão.
"Sustenta o Parquet que Blairo Maggi teria enviado seu suplente, o Senador José Aparecido dos Santos, como emissário de uma mensagem para Silval Barbosa, no presídio onde estava preso. Cuidar-se-ia de uma promessa de que a Operação Ararath seria anulada perante o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, cumulada com um conselho para “evitar o caminho trilhado por José Geraldo Riva, que, segundo o Senador, havia confessado crimes, e mesmo assim foi condenado a penas altas” (fls. 26/27). O colaborador Silval Barbosa gravou o diálogo travado com o Senador no presídio e entregou o áudio ao Ministério Público Federal, em mídia juntada aos autos da PET 7085 (Colaboração Premiada). O ProcuradorGeral da República sublinha que a fala final do diálogo indica que José Aparecido dos Santos falava em nome do atual Ministro da Agricultura", diz trecho da decisão do ministro Luiz Fux.
Silval Barbosa disse à Procuradoria que o senador Cidinho, na visita ao Centro de Custódia de Cuiabá queria convencê-lo a não delatar o esquema de corrupção no Estado.
O ex-governador contou à PGR que disse ao senador que estava disposto a confessar seus crimes e pagar fiança para sair da prisão.
Segundo o delator, foi nesse momento que Cidinho comentou que o ministro Blairo Maggi, o senador Wellington Fagundes e o "número 1 PTX" - referência ao governador Pedro Taques - o ajudariam e já estariam até agindo no âmbito do Judiciário.
Silval disse que resolveu gravar visitas de antigos aliados depois que a imprensa passou a informar que ele pretendia fazer delação premiada.
O mandado de busca e apreensão foi cumprido nesta quinta na casa de Cidinho, na Avenida Senador Filinto Muller, n. 1243, Edifício Paul Cezanne, apto. 1102, em Cuiabá.














