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23 de Junho de 2017, 18h:53 - A | A

PODERES / INFORMAÇÃO SIGILOSA

Presidente do TJ afirma que vazamento denunciado por Taques não partiu do Judiciário

A denúncia de que houve vazamento sobre as prisões de militares foi encaminhada pelo governador Pedro Taques (PSDB), nesta sexta-feira (23), ao presidente do TJ, Rui Ramos.

RpMT/Reprodução

Presidente do TJMT, rui Ramos, emite nota em defesa a membros do Judiciário.

Presidente do TJMT, rui Ramos, emite nota em defesa a membros do Judiciário.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



O presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJMT), Rui Ramos, negou no fim da tarde desta sexta-feira (23) que o vazamento de informações sigilosas a respeito de mandados de prisão contra investigados no esquema de grampos ilegais, no âmbito da Polícia Militar, não partiu de membros do Poder Judiciário.

Por meio da assessoria de imprensa, o desembargador fez menção direta à divulgação de um documento enviado ao TJMT pelo governador Pedro Taques (PSDB) denunciando o vazamento de informações que motivaram cinco prisões, entre elas a do secretário da Casa Militar, Evandro Lesco, na tarde desta sexta-feira.

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“Assim que recebeu o ofício o encaminhou ao então comandante da PM e ao coronel encarregado pelo inquérito militar, bem como à Corregedoria e ao desembargador Orlando de Almeida Perri [relator], para conhecimento e providências”, afirmou a assessoria.

No documento, Taques revelou que dois oficiais da PM procuraram os secretários Lesco, de Justiça e Direitos Humanos, Airton Siqueira Júnior, e da Casa Civil, José Adolpho Vieira, para que “se preparassem”, pois seriam alvos de uma operação de busca e apreensão, coordenada pelo coronel Jorge Catarino de Moraes, que preside o inquérito militar de apuração do caso das interceptações clandestinas.

Os oficiais seriam o corregedor-geral da Polícia Militar, o coronel Alexandre Corrêa Mendes, e o diretor de Inteligência da corporação, o tenente-coronel Victor Paulo Fortes Pereira.

“Por não compactuar com vazamentos de informações sigilosas, quebra de segredo de Justiça e cometimento de crimes, pois, no mínimo, e, em tese, o corregedor e o oficial cometeram delitos de quebra de sigilo de informações, comunico à vossa excelência tais fatos para providência mister”, escreveu Taques ao presidente do TJ.

"O presidente Rui Ramos me autorizou a dizer que o fato dos dois oficiais da PMMT se dirigirem à Casa Militar, não envolveu servidores, juízes do Judiciário, nem militares cedidos ao PJMT, muito embora a indignação do governador tenha sua razão de ser", afirmou a assessoria do TJMT. 

Prisões

O desembargador do Tribunal de Justiça do Estado, Orlando Perri, determinou na tarde desta sexta-feira (23) a prisão do secretário chefe da Casa Militar, Evandro Lesco, por envolvimento no esquema de grampos ilegais no âmbito da Polícia Militar que monitorou políticos, advogados, empresários e jornalistas. Perri também determinou a prisão de outros três oficiais da corporação.

Fontes do Palácio Paiaguás, confirmaram ao  que o pedido de prisão contra o coronel Evandro Lesco está ocorrendo na noite desta sexta-feira. 

Também foram presos o secretário-adjunto da Casa Militar, coronel Ronelson Jorge de Barros, o tenente-coronel Januário Antônio Edwiges Batista e o sargento Euclides Luiz Torezan. Todos atuaram juntos no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado (MPE) - veja aqui.

Além deles, tiveram a prisão decretada o corregedor-geral da PM, coronel Alexandre Corrêa Mendes, e o diretor de Inteligência da corporação, tenente-coronel Victor Paulo Fortes Pereira.

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