DA REDAÇÃO
A Polícia Federal pediu a quebra do sigilo bancário de quatro empresários que teriam envolvimento em suposto caixa 2 na campanha de Pedro Taques ao Governo do Estado em 2014. O esquema foi entregue na colaboração premiada do empresário Alan Malouf à Justiça, que delatou empréstimos de mais de R$ 1,3 milhão para pagar despesas restantes da campanha do ex-governador.
O delegado André Monteiro da Silva, responsável pela ação, quer levantar todas as movimentações das contas de Cláudio Pereira da Silva, Gustavo Vandoni da Silva Pereira, Odenil da Silva Mello e José de Neves Gontijo do período de 1º de dezembro de 2014 a 28 de fevereiro de 2015. Os quatro são representantes das empresas de comunicação que teriam recebido valores não declarados à Justiça Eleitoral.
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Na delação o empresário, que foi coordenador financeiro da campanha de Taques, relacionou despesas não declaradas oficialmente na campanha de Taques como o pagamento às empresas TR Produções, no valor de R$ 700 mil; FCS Comunicação, no total de R$ 600 mil; Vetor Assessoria e Pesquisa, no valor de R$ 200 mil, e agência Casa de Ideias, no total de R$ 500 mil.
Conforme a ação tais “transações corroboram as alegações do colaborador Alan Malouf, em que este afirma que parte dos cheques teriam sido utilizados para pagar dívidas da campanha eleitoral de Pedro Taques com a empresa FCS Comunicação, sendo os valores recebidos pelos diretores Muriacy Velasco Ventura Junior e Gustavo Vandoni da Silva Pereira”. Assim, o delegado da PF apontou fortes indícios do crime de caixa 2.
“Que seja autorizado a esta autoridade policial e aos peritos criminais federais designados para atuar no caso, requisitar diretamente às instituições financeiras, dados e documentos de suporte das operações financeiras realizadas no período de afastamento do sigilo, bem como aqueles relacionados a cadastros dos clientes e análises de crédito feito nas próprias instituições pela área de compliance ou de controles internos”, traz a ação.
Outro lado
O ex-governador Pedro Taques, que é candidato ao Senado, se posicionou em nota em que diz que “tem certeza de que os responsáveis não fizeram nada de errado” e lamenta que a apuração “reapareça pautado no momento em que coloca seu nome para o sufrágio popular”.
Confira a íntegra da nota:
Quando candidato ao governo de Mato Grosso em 2014, Pedro Taques, então no PDT, não tratava de recebimento de recursos. Ainda assim, tem certeza de que os responsáveis não fizeram nada de errado.
Fato é que já se passaram 6 anos em que o tema é apurado, destaca-se, apurado, ou seja, sequer é um processo, e que até hoje não revelou nada de errado que tenha sido conduzido em 2014.
Taques lamenta que a apuração, a qual está sob segredo de justiça, determinado pela Justiça, reapareça pautado no momento em que coloca seu nome para o sufrágio popular.
Pedro Taques destaca ainda que seu jurídico já está tratando do assunto e que, desde 01/01/2019, vem solicitando sistematicamente para ser ouvido por toda e qualquer autoridade legal, para todo ou qualquer fato, por entender que não pode limitar o exercicio de defesa de sua reputação, apenas por meio de notas a veículos de comunicação.
Onde prevalece a verdadeira Justiça, ou seja, frente as autoridades legais. É o que sempre confia.
Lembra, por fim, que suas contas de campanha de 2014 foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
















