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Cuiabá, 19 de Julho de 2024
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13 de Outubro de 2017, 18h:07 - A | A

PODERES / GRAVADO POR MILITARES

Perri diz que plano para sabotá-lo em processo foi sórdido e inescrupuloso

O desembargador afirmou arapongagem contra ele não tinha apenas a intenção de apenas parar as investigações, mas, sim, de macular minha reputação em todos os inquéritos instaurados para investigar os crimes de interceptação telefônica.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



Ao determinar a segunda prisão do cabo da Polícia Militar Gerson Corrêa Júnior no caso dos grampos, o desembargador Orlando Perri - do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) – destacou que a Operação Esdras, da Polícia Civil, desmontou um esquema “sórdido” e “inescrupuloso”, supostamente montado por ex-secretários de Estado com o objetivo de afastá-lo da relatoria do processo.

A operação, deflagrada no último dia 27, levou à prisão oito pessoas, entre elas, os ex-secretários Rogers Jarbas (da Segurança), Paulo Taques (Casa Civil), os coronéis Siqueira Junior (Justiça) e Evandro Lesco (Casa Militar).

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“A Polícia Judiciária Civil, a partir dos depoimentos prestados pelo Policial Militar Ten.-Cel. PM José Henrique Costa Soares, em 16, 18 e 22/9/2017, descortinou um sórdido e inescrupuloso plano no intuito não apenas de interferir nas investigações policiais, mas, principalmente, de macular minha reputação em todos os inquéritos instaurados para se investigar os crimes de interceptação telefônica, com o nítido propósito de me afastar da condução dos respectivos feitos, cujos fatos desencadearam a Operação Esdras”, diz trecho da decisão.

No documento, Perri decretou a segunda prisão de Gerson porque há denúncia de que o militar escondeu o aparelho do "Sistema Sentinela", responsável pelas interceptações telefônicas clandestinas operadas pela PM.

“É de bom alvitre salientar que pesa contra o Cb. PM Gerson Correa não apenas a acusação de ter retirado o equipamento Sentinela e de mantê-lo escondido todo este tempo. Há, ainda, a fundada suspeita de que a participação do Cb. PM Gerson Correa foi relevante – para não se dizer relevantíssima – para o sucesso obtido pela provável organização criminosa para realização de escutas ilegais no Estado de Mato Grosso”, destacou o magistrado.

Gerson já está preso no Centro de Custódia da Capital desde o dia 23 de maio, acusado de ser o responsável pela estruturação do Núcleo de Inteligência da PM, ao lado do ex-comandante-geral da corporação, Zaqueu Barbosa, também preso. 

Pela suspeita de que o militar escondeu o equipamento, Perri também mandou que os delegados Ana Cristina Feldner e Flávio Stringueta fizessem busca e apreensão na casa de Gerson, localizada no bairro Metrópoles, em Várzea Grande.

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