FELIPE LEONEL
DA REDAÇÃO
O procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges, afirmou que o Ministério Público (MP) não vai interferir na decisão política sobre a escolha do BRT (Bus Rapid Transit) feita pelo Governo do Estado.
A declaração foi dada durante audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa na tarde desta quinta-feira (4).
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"Quero dizer que o Ministério Público vai respeitar a decisão política, da legitimidade dos senhores deputados, do governador e, tecnicamente, vamos fiscalizar", disse Borges.
Borges lembrou ainda que inicialmente a escolha seria pelo BRT, mas depois foi trocada para o VLT pelo ex-governador Silval Barbosa e que depois ele explicou que a mudança ocorreu em razão do pagamento de propina. Disse que o MP alertou que a obra não ficaria pronta para a Copa do Mundo quando o modal foi trocado.
O procurador-geral afirmou também que o ex-governador Pedro Taques (Solidariedade) teve a oportunidade de vender os vagões para a Colômbia, mas preferiu não encarar a situação.
"Infelizmente estão aí esses vagões apodrecendo praticamente no sol e na chuva há muito tempo e houve um investimento", lamentou.
A audiência foi realizada de forma híbrida, virtual e presencialmente, o que causou atritos entre o governo e o deputado Valdir Barranco (PT), pois, no convite constava ser apenas virtualmente.
O governo disse que a audiência foi um circo armado. Apenas representantes de Cuiabá participaram presencialmente do evento.
















