RAFAEL DE SOUSA
MARCIO CAMILO
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta disse que acabou a fase em que os hospitais filantrópicos recebiam dinheiro do Poder Público sem apresentar sequer dados de atendimentos e/ou nenhum planejamento para o uso de recursos.
A declaração dada no início da tarde desta segunda-feira (22), durante visita à Capital, foi uma resposta ao último pedido de socorro financeiro feito pela Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá que está de portas fechadas há mais de um mês por falta de recursos.
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“Aquela fase de me dá um dinheiro aí porque estou aqui, não..., demonstre primeiro qual é o impacto. Cadê o planejamento? Quem são as pessoas e aonde vamos chegar com o investimento do dinheiro público”, argumentou o ministro.
“Aquela fase de me dá um dinheiro aí porque estou aqui, não mais. Demonstre primeiro qual é o impacto, cadê o planejamento, quem são as pessoas e aonde vamos chegar com o investimento do dinheiro público”, argumentou o ministro.
Mandetta afirmou que apesar de ainda não ter autorizado a liberação de recursos, o Governo Federal tem acompanhado o caso com muita atenção e preocupação, pois, a crise na Santa Casa não é emblemática apenas para Cuiabá, mas sim para Mato Grosso devido ao alcance dos atendimentos que realiza.
Uma decisão definitiva de como a União deve ajudar o filantrópico, segundo o ministro, só será anunciada depois que a Prefeitura de Cuiabá e Governo do Estado apresentarem os relatórios com dados e valores reais da crise que assola o hospital, o que não ocorreu. O último valor da dívida divulgado pelo filantrópico é de R$ 118 milhões.
“Temos que ter muita seriedade neste momento. Porque se vamos entrar para organizar, temos que entrar com números e valores certos e fazermos aquilo que a sociedade espera. Com seriedade dos gestores públicos, que eu sei que tem, verdade e planejamento, podem ter certeza que o ministério vai aportar recursos em Cuiabá”, revelou.
No entanto, ficou claro que sem os documentos e uma nova equipe de administradores que transmita confiança, provavelmente o pedido de aporte financeiro não será atendido.
“Se a gente conseguir que a sociedade entenda por que as coisas chegaram nesse ponto, vamos poder ser atores do nosso tempo e enfrentar esse problema. Está muito difícil o cidadão pagar imposto, muito dura a carga tributária no país e não é por causa do apelo de uma instituição A, B ou C que a gente vai deixar de ter o profundo zelo pelo dinheiro público”, observou Mandetta.
"Agora, uma parte é deixar claro a responsabilidade dos gestores que criaram a situação. Outra parte é atendimento à população", acrescentou Mandetta.
“Me incomoda profundamente ver hospital fechar. E me incomoda muito mais ainda ser um hospital com a tradição e história da Santa Casa de Cuiabá. A gente está atento. Pode ficar tranquilo que vamos enfrentar seja ela como for. Agora, uma parte é deixar claro a responsabilidade dos gestores que criaram a situação. Outra parte é atendimento à população”, acrescentou.
R$ 50 milhões
Em março, fontes do Governo Federal declararam que o ministro estava disposto a destinar até R$ 50 milhões para pagar os salários dos funcionários, entre eles, médicos e enfermeiros da Santa Casa.
Porém, Mandetta deixou claro que para repassar o valor seria necessária uma intervenção no hospital, ou seja, o ministro não acha correto entregar tanto dinheiro público para a atual administração da Santa Casa sem fiscalização rigorosa, já que o déficit, contabilizado em R$ 80 milhões por ano, ocorreu na gestão do ex-presidente Antonio Preza.
A intervenção continua sendo uma escolha da Prefeitura que já adiantou não ter condições de administrar o hospital sem ajuda do Estado e União - veja mais aqui.
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Eduardo Alvarenga 22/04/2019
Se liberar dinheiro sem uma auditoria, vai continuar indo dinheiro ralo abaixo e continuar morrendo gente na fila. E somente ver como anda a saúde publica em geral. Tinha que passar o atendimento do SUS para a iniciativa privada, e a iniciativa privada ser paga por serviço realizado. O governo federal deveria criar um órgão para atuar como uma operadora de saúde, nos moldes dos planos de saúde. Depois soltar um cartão de saúde para todos os cidadões, e os mesmos quando precisar fazer consulta, ter que ter seu cartão validado e acatado para permitir um tratamento. Inclusive o usuário deveria ter uma contrapartida minima, tipo, R$ 10,00 por tratamento.
Carlos Nunes 22/04/2019
Só resta fazer uma pergunta pro Ministro: E daí, és cliente do SUS ou tem plano da Saúde Particular? Se não for cliente do SUS, não entende patavina de Saúde Pública. Quero ver ser cliente do SUS...ou morre por falta de atendimento, ou morre por atendimento tardio, ou por falta de vaga em UTI, ou por falta de remédio...e cada vez que entra num Pronto Socorro, reza muito pro Anjo da Guarda pra não pegar lá dentro uma infecção hospitalar. Essa é a Saúde SALVE-SE SE PUDER do Brasil, irmã gêmea da Segurança SALVE-SE QUEM PUDER. No pais dos ladrões chamado Brasil, quando criaram a CPMF pra salvar a Saúde, apareceram OS SANGUESSUGAS (corruptos) que passaram a mão no dinheiro.
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