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Cuiabá, 17 de Julho de 2024
17 de Julho de 2024

22 de Outubro de 2017, 07h:50 - A | A

PODERES / INFLUÊNCIA POLÍTICA

Mesmo investigado por grampos, alto escalão do Governo visitou Paulo Taques

Luís Roberto Barrosa, do STF, destacou que as visitas demonstram que mesmo fora da função política, o ex-secretário manteve a sua força e sua influência no alto escalão do Governo" do Estado."

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que há fortes indícios de que o ex-secretário-chefe da Casa Civil José Adolpho e outros servidores da pasta realizaram constantes visitas a Paulo Taques (também ex-chefe da Casa Civil) mesmo após ele renunciar ao cargo e passar a ser investigado como líder do suposto esquema de grampos em Mato Grosso.

O fato, segundo o ministro, demonstra que mesmo fora da função política, o ex-secretário manteve a “sua força e sua influência no alto escalão do Governo”, além de ser primo do governador Pedro Taques (PSDB).

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Na decisão, que negou a soltura de Paulo Taques na última terça-feira (17), Barroso cita que registros de entrada e saída do Condomínio Florais Cuiabá Residencial, onde mora o ex-secretário, provam que José Adolpho, então chefe da Casa Civil do Estado, fez pelo menos quatro visitas a Taques.

Prova disso são as incontáveis visitas á sua residência de pessoas e autoridades do Governo que lá estiveram apôs ter deixado a Casa Civil. Secundo provam os registros de entrada e saída do Condomínio Florais Cuiabá Residencial, recolhidos nos autos do Inquérito II. 7832.1/2017, desde 11/5/2017 até 9/8/2017, somente o atual secretário-chefe da Casa Civil, José Adolpho de Lima Avelino Vieira, lá esteve por quatro vezes”, diz trecho do documento.

O ministro do STF cita, também, outras três visitas do superintendente de Assuntos Estratégicos da Casa Civil, Sergio Walmir Monteiro Salles, do assessor especial da Casa Civil, Selmo Antônio, além da secretária-adjunta de Gestão Integrada da Casa Civil, Ana Paula Cardoso, e do assessor parlamentar Jorge Luiz Lisboa, oficial da Polícia Militar.

Esses pontos, citados na decisão, foram primordiais para que o magistrado negasse o pedido de liberdade impetrado pela defesa de Paulo Taques.

Outras razões existem para mantê-lo segregado cautelarmente. Afora todas as situações já demonstradas - que, de por si, justificariam a aplicação da medida cautelar extrema - sua força e sua influência no alto escalão do Governo é inconteste, até pela condição de primo do Chefe do Poder Executivo e de ter exercido o poderosíssimo cargo de secretário Chefe da Casa Civil”, descreveu o ministro do STF.

Operação Esdras

O ex-secretário está preso desde o dia 27 de setembro, no Centro de Custódia da Capital (CCC), por suposto crime de obstrução à Justiça, na Operação Esdras, da Polícia Civil.

A decisão de prender Paulo Taques preventivamente foi do desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, após a polícia descobrir um plano de arapongagem contra o magistrado com o objetivo de afastá-lo da relatoria do processo dos grampos.

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