MARCIO CAMILO
DA REPORTAGEM
O governador Mauro Mendes (DEM) declarou que é descabida a crítica de que ele estará endividando as próximas quatro gestões do Governo do Estado ao contratar um empréstimo de US$ 332,610 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão) junto ao Banco Mundial para renegociar a dívida dolarizada com o Bank Of America.
“Pergunto aos críticos: se você tem uma dívida para pagar em quatro anos e consegue alongar ao mesmo preço, porque em dólar está claramente demonstrado que é o mesmo valor em 20 anos; o que você faria? Pagaria a dívida em quatro anos ou pagaria essa dívida, ao mesmo valor, em dólar, em 20 anos ?”, questionou o governador, durante o encontro de prefeitos, nesta quinta-feira (04), onde também ressaltou que os críticos não sabem o que acontece no Estado de Mato Grosso.
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"O que você faria? Pagaria a dívida em quatro anos ou pagaria essa dívida, ao mesmo valor, em dólar, em 20 anos ?”, questionou o governador.
“É uma crítica sem nenhum fundamento, sem nenhuma razoabilidade e sem nenhum compromisso com o Estado de Mato Grosso”, disparou Mendes.
As críticas em questão têm sido defendidas na Assembleia Legislativa e apresentadas na imprensa, pelos deputados de oposição Wilson Santos (PSDB) e Lúdio Cabral (PT) que discordam do empréstimo, cujo o aval já foi dado pela Assembleia Legislativa, em segunda votação na sessão ordinária da noite de quarta-feira (03). Ambos os deputados votaram contra a autorização.
O governador voltou a lembrar que a dívida dolarizada não foi feita por ele e sim pelo ex-governador Silval Barbosa, para pagar as obras da Copa, mas destacou que a conta é do Estado.
De acordo com o Governo, com o empréstimo o Estado passa a ter uma nova dívida, mas com melhores condições de pagamento, sendo o prazo alongado de quatro para 20 anos e os juros anuais reduzidos de 5% para 3,5%.
“É uma crítica sem nenhum fundamento, sem nenhuma razoabilidade e sem nenhum compromisso com o Estado de Mato Grosso”, disparou Mendes.
Empréstimo
O empréstimo junto ao Banco Mundial é para pagar a dívida deixada pelo ex-governador Silval Barbosa (2010-2014), que buscou um financiamento junto ao Bank Of America para tocar as obras da Copa do Mundo de 2014, ocasião em que Cuiabá foi uma das cidades sedes do evento.
Em 2012, a dívida foi renegociada em US$ 478, 9 milhões. Em setembro de 2022, quando for paga a última parcela, o Estado já vai ter desembolsado U$$ 673,7 milhões.















