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Cuiabá, 08 de Junho de 2026
08 de Junho de 2026

08 de Outubro de 2020, 13h:22 - A | A

PODERES / COMPRA DE IVERMECTINA

Mauro nega influência em operação que derrubou secretário de Emanuel

Candidato à reeleição, Emanuel Pinheiro, tem acusado o governador de estar usando o cargo para "aniquilar" candidatura

FELIPE LEONEL
DA REDAÇÃO



O governador Mauro Mendes (DEM) rechaçou as acusações de que estaria utilizando da máquina estadual para perseguir o candidato à reeleição da Prefeitura de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). Recentemente, o ex-secretário municipal de Saúde, Luiz Antonio Pôssas de Carvalho foi alvo de uma operação por suposto sobrepreço na compra de Ivermectina para combater a covid-19. 
 
Emanuel Pinheiro reclama que Mendes estaria utilizando do cargo para tentar "aniquilar" sua candidatura. 
 
"Quem afastou o secretário dele foi um pedido do Ministério Público e foi a Justiça de Mato Grosso", disse o governador, em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (8). 
 
Mendes argumenta que o Estado comprou o medicamento Ivermectina por R$ 2 o comprimido, sendo que a Secretária de Saúde de Cuiabá teria adquirido o mesmo medicamento por R$ 11,90. 
 
Diante das declarações de Emanuel de que o governador estaria se aproveitando do cargo para fazer política eleitoral, Mendes sugeriu que o prefeito entre com um pedido para afastar o Ministério Público e Justiça das investigações. 
 
Mendes disse também que tudo que tem falado contra Emanuel é "público e notório", acrescentando que o prefeito tem quatro secretários afastados pela Justiça. "Esses fatos falam por si só", disse. 
 
A investigação que afastou o secretário, Operação Overpriced, foi conduzida pela Delegacia Especializada de Combate a Corrupção (Deccor) com apoio do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco). 
 
Além de afastar Luiz Antonio Possas de Carvalho, a juíza Ana Cristina Mendes também determinou o afastamento do gestor e o bloqueio de bens dos envolvidos em até R$ 715 mil. Porém, a juíza entendeu que o bloqueio de bens foi uma medida "excessiva" e liberou os bens do ex-gestor. 

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Gilston 09/10/2020

é claro que ele vai negar a sua influencia. Não vai produzir prova contra ele mesmo.

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1 comentários