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27 de Outubro de 2018, 11h:00 - A | A

PODERES / DÍVIDA EM DÓLARES

Mauro aprova venda negociada por Taques com Banco Mundial

Governador eleito afirmou que passivo com o Bank of America pode ficar mais barato se repassado.

MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO



O governador eleito Mauro Mendes (DEM) se mostrou favorável à venda da dívida do Estado com o Bank of America para o Banco Mundial. A negociação foi iniciada pelo governador Pedro Taques (PSDB) e deve ser concluída por Mendes. O Banco Mundial impõe diversas condições para a compra da dívida, entre as quais está a proibição de realização de concursos públicos por um período ainda não divulgado.

“Conheço superficialmente as tratativas que foram feitas e conheço o relatório que o Banco Mundial fez e ele coloca algumas imposições para que ele possa repactuar [a dívida]. E repactuar essa dívida significa uma economicidade muito grande. Além do alongamento, existe uma diminuição dos juros que é muito interessante para Mato Grosso neste momento”, disse Mauro Mendes.

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A dívida foi contratada pelo ex-governador Silval Barbosa por U$ 478,9 milhões de dólares, em 2012. O valor foi indexado à moeda americana, criando a chamada ‘dívida dolarizada’. A condição de contratação acabou sendo prejudicial ao Estado, pois não havia a previsão de um mecanismo para mudar a indexação quando o dólar subisse a patamares maiores, como aconteceu de 2012 para cá.

"Repactuar essa dívida significa uma economicidade muito grande. Além do alongamento, existe uma diminuição dos juros que é muito interessante para Mato Grosso neste momento", disse Mendes.

Quando foi contratada a dívida era de R$ 967,8 milhões. Por causa da alta do dólar no período, Mato Grosso pagou mais de R$ 900 milhões ao Bank of America, mas ainda deve um valor próximo a R$ 1 bilhão.

O governador eleito Mauro Mendes deve analisar a proposta de venda da dívida, inclusive as imposições feitas pelo Banco Mundial.

“O Banco Mundial estabelece algumas condições como impositivas para que ele possa prosseguir nessa negociação que é amplamente favorável a Mato Grosso. Nós vamos ter que agora nos aprofundar na compreensão disso e reabrir o diálogo com o Banco Mundial, para que nós possamos construir esse acordo”, afirmou Mendes.

O democrata afirmou que também tem conversado com o Banco do Brasil para buscar soluções financeiras para o Estado. Ele afirmou ainda não ter um posicionamento com relação à possibilidade de não realização de concursos públicos em seu Governo por imposição do Banco Mundial.

“É muito cedo para afirmar isso. Nós vamos ter que ter tempo e temos necessidade nos aprofundar nas informações. Eu não gosto de fazer afirmações com pouca informação. Fui eleito para um cargo de extrema relevância na vida e no cotidiano do Estado e Mato Grosso, e qualquer afirmação de um governador tem impacto e desdobramentos, não só políticos, mas em todo o contexto para o qual um cargo dessa envergadura tem a sua dimensão”, declarou.

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