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Cuiabá, 18 de Junho de 2026
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09 de Março de 2018, 16h:53 - A | A

PODERES / DÍVIDA DOLARIZADA

Governo paga primeira parcela anual para o Bank of America

O desembolso total, até este mês, soma R$ 956,897 milhões. O contrato tem o Governo Federal como avalista e o não pagamento implicaria na suspensão de repasses, já reduzidos pela União.

DA REDAÇÃO



A primeira parcela anual da dívida contraída junto ao Bank of America foi paga pelo Governo do Estado na quinta-feira (08). O valor foi de R$ 117,877 milhões, com o dólar cotado no dia a R$ 3,2460, segundo a Secretaria de Fazenda (Sefaz-MT). A quantia em moeda americana soma US$ 36,314 milhões.

Do total pago, R$ R$ 86,123 milhões são destinados ao valor principal, para amortizar o estoque da dívida, e outros R$ 31,754 milhões para o pagamento dos juros, de 5% ao ano, e encargos.

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A parcela de março é a nona paga ao Bank of America. O desembolso total, até este mês, soma R$ 956,897 milhões. O contrato tem o Governo Federal como avalista e o não pagamento implicaria na suspensão de repasses, já reduzidos pela União. A segunda parcela de 2018 vence no mês de setembro.

“Continuamos em negociação com o Banco Mundial (BIRD) para podermos realizar a troca do credor. A redução dos juros e encargos é importante nesse momento em que estamos trabalhando o realinhamento fiscal de Mato Grosso”, afirma o secretário Rogério Gallo.

Por ocasião do empréstimo, a contratação não foi contemplada com o mecanismo contra a variação cambial, ou seja, de fixar o preço do dólar ao longo do contrato, firmado em 2012 e com vigência até 2022.

Por isso, mesmo com redução de 36% em dólar, por conta do crescimento gradativo da amortização, o valor em reais subiu 2%. Na época da contratação do empréstimo a dívida inicial era de R$ 972,428 milhões, enquanto o estoque atual é de R$ R$ 993,5 milhões.

 

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Citizenship 09/03/2018

A dívida de 2012 era de valor próximo a R$ 1 bilhão. Calculem a incidência de juros brasileiros somando sobre um saldo devedor de R$ 1 bilhão em 5 anos numa situação parecida com o crédito rotativo do cartão de crédito, porque o governo do estado não tinha como pagar aquele R$ 1 bilão naquele momento. Ao renegociar, o governo conseguiu alongar o R$ 1 bilhão que vencia a cada ano para um único vencimento em 10 anos, parcelado, com dois anos pagando apenas juros e oito anos com prestações mais juros. Excelente negócio. Mas, faltou a "trava cambial". Custaria mais 15% sobre a dívida: quase 80 milhões de dolares. Considerando que o país tinha grandes reservas cambiais, que tornavam pouco plausível uma alta correção cambial, o governo da época optou por não assumir esse custo. Pode-se defender essa escolha, pode-se atacá-la. Não foi irresponsável, tinha suporte nas condiçôes da economia daquele momento. A variação cambial, passados cinco anos, considerada a inflação do período, encareceu um pouco a dívida, mas nada que seja passível de tanta bazófia. Agora, faltam nove parcelas de pouco mais de R$ 100 milhões cada. Pouco mais de 1% do orçamento anual do Estado, a cada ano. Nada que justifique tanta balbúrdia como sempre tem acontecido. Não sou defensor do governo anterior, pelo contrário. Mas também não concordo com criticas descabidas de quem não esteve nem perto de ser um pouco melhor do que aquele.

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